
Os jornalistas Reinaldo Azevedo e Malu Gaspar – Imagens reprodução de vídeo remasterizadas em upscaling – Montagem
Brasília (DF), 01 de maio de 2026
A rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal pelo Senado gerou duas narrativas opostas. Enquanto a jornalista de O Globo, Malu Gaspar, aposta numa aliança pragmática entre Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro, seu ‘colega’ Reinaldo Azevedo, em matéria postada no Metrópoles, classifica a tese como “burrice em estado puro”.
O embate expõe a tensão entre análises realistas e acusações de conspiração. A coluna de Azevedo traz um tom incomum. O jornalista mistura referências a “Casablanca” e a Umberto Eco para criticar o que chama de “dialética assumindo proporções alarmantes no Brasil”.
O alvo indireto é claro: a interpretação difundida por Malu Gaspar em vídeo para o blog de O Globo. A jornalista sustenta que Alexandre de Moraes teria se juntado a Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro para derrubar a indicação de Jorge Messias.
A lógica apresentada é dupla. Primeiro, Moraes estaria preocupado com as investigações do Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça. Segundo, Messias, se empossado, se juntaria a Mendonça e poderia aprofundar apurações sobre contratos da mulher de Moraes, Viviane, com o banco de Daniel Vorcaro.
A conclusão de Malu Gaspar: “impedir a chegada de mais um adversário era questão de vida ou morte para Alexandre de Moraes”.
A reação de Reinaldo Azevedo é implacável. Ele escreve: “Com que então o terrível Xandão ajudou a organizar, em companhia do Flávio Dino, as precondições do seu impeachment? Deveria haver um limite para o ridículo. Mas não há.”
O colunista ironiza a centralidade do Banco Master na narrativa: “Todos os caminhos levam ao Master segundo o fanatismo anti-Supremo e anti-Master.”
O embate revela duas leituras institucionais antagônicas. De um lado, Malu Gaspar opera com o realismo político da política de bastidores. Para ela, Alcolumbre é “safo” e já percebeu que “as chances de vitória do Flávio na eleição estão aumentando”.
Moraes, por sua vez, estaria ganhando tempo para “tentar enterrar as investigações”. A conclusão é crua: “na política vale tudo, e esse negócio de luta do bem contra o mal pode ser até bonito em história da carochinha”.
De outro lado, Reinaldo Azevedo enxerga nesse tipo de raciocínio uma ameaça à sanidade do debate público. Ele cita Machado de Assis: “Deus te livre, leitor, de uma ideia fixa; antes um argueiro, antes uma trave no olho.”
E vai além: “Não se comete mais crime no Brasil que não esteja associado ao Master. Podem pesquisar: aquela grosseria que alguém fez contra você no supermercado tem a ver com Vorcaro.”
O choque entre os dois jornalistas não é apenas um desentendimento de bastidores. Ele reflete uma disputa mais ampla sobre como interpretar as instituições brasileiras.
A tese de Malu Gaspar — ainda que polêmica — tem o mérito de levar a sério o cálculo político de agentes como Alcolumbre e Moraes. Já a resposta de Azevedo, ao recorrer a “Casablanca” e Eco, tenta resgatar um certo humanismo cético contra o que considera paranóia explicativa.
O Senado rejeitou Jorge Messias em votação realizada em 23 de março. Desde então, o episódio alimenta interpretações divergentes.
Flávio Bolsonaro emergiu como articulador da oposição, enquanto Davi Alcolumbre consolidou seu poder de barganha.
O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, segue sob pressão.
O caso Master tramita sob sigilo, e qualquer desdobramento pode reacender o debate.
Reinaldo Azevedo termina sua coluna com uma provocação: “Ah, sim: Hegel está espantado, ele me diz em mensagem espiritual. Não sabia que a dialética ainda seria a morada da burrice saliente.”
A frase sintetiza o tom do texto: a ironia como antídoto contra o que ele considera delírio interpretativo.
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FAQ Rápido
Reinaldo Azevedo chamou Malu Gaspar de burra?
Não pelo nome, mas classificou a tese dela como “burrice em estado puro”, “ideia fixa” e “fantasia”, o que, no campo do debate de ideias, equivale a uma dura rejeição intelectual.
Qual é a tese central de Malu Gaspar sobre Moraes e o Banco Master?
Ela sustenta que Alexandre de Moraes teria atuado para barrar Jorge Messias no STF porque Messias se juntaria a André Mendonça nas investigações do Banco Master, que envolvem contratos da esposa do ministro.
O que Reinaldo Azevedo usa como argumento para criticar essa narrativa?
Ele recorre à ironia, à literatura (Machado de Assis, Umberto Eco) e ao ridículo da ideia de que “todos os caminhos levam ao Master”, afirmando que se trata de uma conspiração imaginária.
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Não sei porque esta ratazana venenosa ainda não esta encarcerada!!
A teoria dessa direita maléfica é tentar desestabilizar o justiça (STF) para atingir o governo, em outras épocas o que a globo falava e mostrava tinha credibilidade, hoje, essa emissora é seletiva, quem não é alienado conhece muito bem qual é seu interesse
A GLOBO e sua equipe está claramente BLINDANDO o Campos Neto (segundo a imprensa.., seu atual funcionário) que foi o PRINCIPAL responsavel pelo ESCANDALO do MASTER…, ela a GLOBO de certa forma…, direta ou indiretamente também tá envolvida no escândalo do MASTER…, sendo assim a única maneira deles tentar se livrar é atacando o JUDICIÁRIO , e se aliando aos extremistas golpistas…ou fascistas bolsonaristas… Éssa gente toda são todos PARASITAS do dinheiro público e igualmente CORRUPTOS…, nenhum vale NADA!!!… Isso tá tão claro como o dia… #AcordaBrasil🇧🇷‼️‼️‼️🇧🇷🇧🇷🇧🇷…
Sem dúvida que Reinaldo Azevedo, está coberto de razão, so discordo dele quando deixa somente esta senhora como responsável dessa teoria paranóica, ela sem dúvida, está com à ideia fixa da culpabilidade de Moraes, e além disso tem à necessidade de justificar todas as teorias sobre Vorcaro e Moraes, porém com autorização e incentivo, da linha editorial da família Marinho.