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Filho de Ali Khamenei, assassinado pelos EUA, é o novo Líder Supremo do Irã, diz Theran Times nas redes sociais

Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei tornou-se o terceiro Líder Supremo da Revolução Islâmica do Irã com o voto da Assembleia de Especialistas“, diz mensagem

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Ayatollah Seyyed
Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei tornou-se o terceiro Líder Supremo da Revolução Islâmica do Irã com o voto da Assembleia de Especialista”, diz mensagem do Theran Times nas redes sociais
RESUMO
URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


Brasília (DF) · 08 de março de 2026

Uma publicação viral no Telegram afirma que Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei “tornou-se o terceiro Líder Supremo da Revolução Islâmica do Irã com o voto da Assembleia de Especialistas”.

A postagem, feita no início da noite deste domingo (7/mar) pelo horário de Brasília, acompanhada de foto do clérigo, que tem circulado desde o início desta semana gerando especulação internacional sobre a sucessão no poder teocrático iraniano.

Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei é o filho mais velho do falecido Ayatollah Seyyed Ali Khamenei e figura de influência no clero xiita, com atuação discreta em instituições religiosas e de segurança.

A Press TV, emissora estatal em inglês, publicou a informação:

O ataque ao pai de Motjaba foi descrito como “horrível e criminoso” e atribuído a “agressão israelense-americana não provocada”, ocorreu no sábado anterior. Uma carta alerta para “consequências profundas e de longo alcance” e reafirma o direito à autodefesa.

Em veículos iranianos de linha mais analítica, como o portal Vista.ir, aparecem relatos de “confirmação telvihi” (implícita) por parte de membros da Assembleia e mensagens escritas endereçadas diretamente a Mojtaba Khamenei após a morte do pai.

O cenário reflete o delicado momento de sucessão na República Islâmica: a Assembleia de Especialistas, composta por 88 clérigos, é o único órgão constitucionalmente habilitado a eleger o Líder Supremo.

O anúncio oficial exige sessão extraordinária e maioria qualificada.

O que foi a Revolução Islâmica

A Revolução Islâmica (também conhecida como Revolução Iraniana) foi um dos eventos mais transformadores do século XX no Oriente Médio. Ocorreu principalmente em 1978 e 1979 e resultou na derrubada da monarquia do Xá Mohammad Reza Pahlavi e na instauração da República Islâmica do Irã, um regime teocrático baseado nos princípios do islamismo xiita.

A Revolução Iraniana transformou o Irã — até então uma monarquia autocrática, secular e fortemente alinhada com o Ocidente (especialmente os Estados Unidos e o Reino Unido) — em uma república islâmica teocrática liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini.

O movimento começou com protestos massivos, greves gerais e mobilizações populares que reuniram setores diversos da sociedade: estudantes, intelectuais de esquerda, nacionalistas, trabalhadores, clérigos xiitas e camadas populares insatisfeitas.

Em janeiro de 1979, o Xá Mohammad Reza Pahlavi fugiu do país. No dia 1º de fevereiro de 1979, Ruhollah Khomeini retornou do exílio na França e foi recebido por milhões de pessoas em Teerã.

Em 11 de fevereiro de 1979, as forças armadas aderiram aos revolucionários, marcando a queda definitiva do regime monárquico.

Em 1º de abril de 1979, um referendo aprovou a criação da República Islâmica.

Em dezembro do mesmo ano, uma nova Constituição foi adotada, estabelecendo Ruhollah Khomeini como o primeiro Líder Supremo (Vali-e Faqih), com poderes amplos sobre o Estado, as Forças Armadas e a vida pública.

Principais causas
As raízes do movimento foram múltiplas e envolveram insatisfação acumulada ao longo de décadas:

Autoritarismo e repressão do regime do Xá, apoiado pela polícia secreta (SAVAK), que perseguia opositores políticos.
Desigualdades sociais e econômicas — apesar da prosperidade petrolífera, inflação, desemprego e pobreza afetavam grande parte da população.
Ocidentalização forçada promovida pela “Revolução Branca” (reformas modernizadoras do Xá na década de 1960), vistas como imposição de valores ocidentais que violavam tradições islâmicas.
Oposição religiosa do clero xiita, que acusava o Xá de ser um “títere” das potências ocidentais e de desrespeitar as leis islâmicas.
Influência estrangeira — o golpe de 1953 (apoiado por EUA e Reino Unido) que derrubou o governo democrático de Mohammad Mossadegh reforçou a percepção de dependência externa.

Consequências imediatas e de longo prazoA revolução trouxe mudanças profundas:

Criação de uma teocracia islâmica onde a lei islâmica (sharia) guia o Estado, com o Líder Supremo acima do presidente e do parlamento.
Rompimento com o Ocidente — o Irã tornou-se antiamericano e anti-Israel.
Crise dos reféns (novembro de 1979 a janeiro de 1981): estudantes ocuparam a embaixada dos EUA em Teerã, mantendo 52 diplomatas reféns por 444 dias.
Guerra Irã-Iraque (1980-1988), iniciada pela invasão iraquiana, que custou centenas de milhares de vidas.
Expurgo de opositores (esquerda, liberais, monarquistas), criação do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (Pasdaran) e consolidação do poder clerical.
Influência regional: o modelo inspirou movimentos islâmicos em vários países e alterou o equilíbrio de poder no Oriente Médio.

A Revolução Islâmica surpreendeu o mundo por ocorrer em um país em relativa prosperidade econômica, sem as causas clássicas de revoluções (derrota militar, crise financeira extrema etc.), e por substituir rapidamente uma monarquia secular por uma teocracia antiocidental.

Até hoje, o regime nascido em 1979 define a política interna e externa do Irã, incluindo seu programa nuclear, apoio a grupos como Hezbollah e Hamas, e tensões com Israel e Estados Unidos.

Quem é o novo Líder Supremo do Irã
Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei (também referido como Mojtaba Hosseini Khamenei), é filho do falecido Ayatollah Ali Khamenei.

A Assembleia dos Peritos (ou Assembleia de Especialistas), composta por 88 clérigos, anunciou oficialmente sua escolha em 8 de março de 2026.

Ele se torna o terceiro Líder Supremo da República Islâmica desde a Revolução de 1979, sucedendo diretamente seu pai, que foi assassinado em 28 de fevereiro de 2026 durante os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel que iniciaram a guerra em curso.

Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é um clérigo xiita de posição intermediária (não ostenta o título de Grande Aiatolá em nível máximo, mas foi elevado ao cargo), conhecido por sua influência discreta nos bastidores do poder desde os anos 1990.

Ele atuou como assessor próximo do pai, com fortes laços com o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) e o aparato de segurança.

Por décadas, circulavam especulações sobre sua sucessão, apesar de Ali Khamenei nunca ter confirmado publicamente preferências familiares.

A nomeação representa a primeira transmissão hereditária direta no cargo desde a fundação da República Islâmica, consolidando o controle dos setores mais linha-dura do regime em meio ao conflito armado.

Fontes como The New York Times, NBC News, CNN, BBC, Al Jazeera e Reuters confirmam o anúncio feito pela Assembleia.

O anúncio ocorreu após um período de transição gerido por um conselho interino (incluindo o aiatolá Alireza Arafi como figura chave), que assumiu funções executivas e religiosas imediatamente após a morte de Ali Khamenei.

Inicialmente, o nome foi mantido em sigilo por algumas horas ou dias em reportagens iniciais, mas fontes estatais iranianas e internacionais divulgaram Mojtaba como o escolhido por “voto decisivo” da Assembleia.

A escolha gerou reações internacionais fortes: o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia classificado o nome como “inaceitável” e alertou, na quinta-feira (5/mar), que o novo líder “não durará muito” sem apoio externo, em meio às ameaças contínuas do conflito.

A nomeação foi confirmada por mídia estatal iraniana e pela Assembleia dos Peritos.

Não há indícios de contestação interna significativa até o momento, mas o contexto de guerra torna a situação volátil.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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