“Auxílio Centrão segue correndo solto” enquanto o Auxílio Brasil deixa de fora 20 milhões de brasileiros”

Os amigos Jair Bolsonaro e Arthur Lira, nos tempos em que o deputado costurava o apoio de Bolsonaro para seu desejo de presidir a Câmara / imagem reprodução | O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

“Esse não falha”, diz Ivan Valente. O benefício de Bolsonaro só ajudará 17 milhões dos 39 milhões que hoje recebem o auxílio emergencial

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou nesta terça-feira (16/11), em seu perfil no microblog Twitter, que “o Auxílio Centrão segue correndo solto, esse nunca falha“.

O parlamentar se referiu aos “20 milhões de brasileiros ficarão de fora do Auxílio Brasil e não receberão mais nenhum tipo de auxílio a partir de agora“.

Veja abaixo e leia mais a seguir:

O próprio governo Bolsonaro afirmou, no mês passado, através do ministro da Cidadania, João Roma, que o Auxílio Brasil ampliaria a cobertura do Bolsa Família de 14,7 milhões para 16,9 milhões de famílias até o final do ano. A intenção seria zerar a atual fila de espera do Bolsa Família.

Em setembro, 3 milhões de brasileiros esperavam benefícios sociais e previdenciários numa fila que o governo Bolsonaro não reduz. Dessas, 1,2 milhão aguardavam o Bolsa Família e 1,8 milhão, aposentadoria ou pensão do INSS. Outras 600 mil são pessoas com deficiência ou idosos pobres em busca do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Em agosto, 14,6 milhões de famílias estavam inscritas no Bolsa Família. Conforme dados do Ministério da Cidadania, havia outras 1.186.755 pessoas que atendem aos critérios do programa no Cadastro Único, mas não foram incluídas por falta de recursos. A proposta de Orçamento para 2022 prevê R$ 34,7 bilhões para 14,7 milhões de famílias.

O auxílio emergencial vem sendo pago a 39,4 milhões de pessoas. Nesse universo, quase 20 milhões (57%) não possuem registro no CadÚnico e, portanto, não estão no Bolsa Família. Outros cinco milhões de beneficiários do auxílio emergencial estão no CadÚnico, mas não no Bolsa Família. Pelos cálculos do desgoverno Bolsonaro, todas elas não estarão no Auxílio Brasil.

O novo “auxílio” de Bolsonaro ainda não tem calendário de pagamento, valores dos benefícios ou critérios de renda. Tampouco a definição sobre a fonte dos recursos, origem da briga com o mercado.

O conflito distributivo custou a saída de quatro dos auxiliares do “dream team” neoliberal de Guedes, no mês passado, em meio à velha gangorra do dólar em alta e bolsa em baixa usada pelo rentismo para pressionar o Executivo a não mexer em seus dividendos. As informações são do PT.Org.

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