| Brasília (DF)
24 de agosto de 2026
A entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Record, exibida no Domingo Espetacular no domingo (23/ago), registrou 4,28 pontos às 20h57 na Grande São Paulo, mais que o dobro dos 2,06 pontos do debate da Band no mesmo horário.
O contraste importa porque revela a preferência do público por uma conversa direta sobre temas de governo em meio a um encontro esvaziado.
Os dados de medição em tempo real mostram a Record na terceira colocação isolada, atrás apenas da Globo (16,13 pontos no Fantástico) e do SBT (7,84 pontos no Programa Silvio Santos).
No mesmo minuto, o Band Eleições ficou em quarto lugar.
Outras medições apontam média de 1,9 ponto para a Band (pico de 2,9) e cerca de 5,4 para a Record no horário.
A queda em relação ao debate de 2022, que chegou a 12,4 pontos de média, chega a 84%.
A decisão de Lula de gravar a conversa com a jornalista Mariana Godoy no Palácio da Alvorada e exibi-la simultaneamente ao confronto da Band transformou a ausência em exposição controlada.
O Presidente da República Federativa do Brasil tratou de diálogo com Donald Trump sobre comércio e minerais críticos, defesa da criação de um Ministério da Segurança Pública, redução da inflação de alimentos e geração de empregos.
Sobre as investigações que envolvem o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou: “Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado” e “Ninguém está acima da lei”.
No estúdio da Band, apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) ocuparam os púlpitos.
Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não compareceram.
O nome do presidente foi citado cerca de 40 vezes, em média a cada dois minutos, de acordo com levantamento do Metrópoles.
O encontro, mediado por Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, concentrou ataques aos ausentes e propostas sobre segurança e educação, mas registrou baixa repercussão imediata.
O episódio conecta-se ao padrão de comunicação direta que o presidente tem priorizado em períodos de polarização.
A escolha evitou o formato de confrontos pessoais e privilegiou a exposição de indicadores de gestão e propostas para um eventual novo mandato, como o fim da taxa das blusinhas e a PEC da Segurança Pública.
O impacto se estende ao debate público sobre o papel da televisão aberta nas eleições e à capacidade de o eleitorado distinguir conteúdo programático de espetáculo.
A audiência recompensou a relevância: enquanto a Band amargava índices residuais, a conversa na Record gerou repercussão nas redes e reforçou a centralidade do presidente no noticiário.
Fontes confirmam o caráter estratégico da movimentação.
Dados consolidados de audiência nacional ainda não foram divulgados pelas emissoras; detalhes adicionais serão publicados assim que disponíveis em fontes oficiais.
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