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São Paulo tem ato contra ação imperialista dos EUA na Venezuela

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    Comitês de
    Comitês de Luta e movimentos de esquerda articulam ato em defesa da Venezuela e contra os Estados Unidos /Foto: Carlos Garcia Rawlins/Agência Brasil


    Mobilização anti-intervencionista reúne centrais sindicais e partidos de esquerda em defesa da soberania latino-americana em meio a tensões regionais crescentes



    São Paulo, 13 de setembro de 2025

    Neste sábado (13/set), a capital paulista foi palco de uma manifestação vibrante contra as intervenções militares atribuídas aos Estados Unidos na Venezuela, reunindo ativistas, sindicalistas e líderes políticos na Academia Paulista de Letras, no bairro da República.

    O evento, parte de uma onda de solidariedade internacional, destacou a urgência de uma resposta coletiva às provocações no Caribe, incluindo o recente bombardeio a uma embarcação que resultou em 11 vítimas, interpretado por participantes como escalada de agressões imperiais.

    A iniciativa, que atraiu delegações de estados como Paraná e Rio de Janeiro, enfatizou o caráter internacionalista da luta, conectando a defesa da nação bolivariana a causas globais como a resistência palestina e a operação russa na Ucrânia.

    Antônio Carlos Silva, professor e coordenador nacional dos Comitês de Luta – entidade convocadora do ato –, sublinhou a ameaça iminente:

    “O ato estamos chamando principalmente nesse momento em apoio à Venezuela, que é ameaçada pelos Estados Unidos com a presença de forças navais que preparam uma agressão contra o país vizinho, mas ao mesmo tempo se solidarizar com todos os povos que nesse momento enfrentam e resistem diante do imperialismo”.

    Ele ampliou o escopo para além do Caribe, citando o sionismo em Gaza e o Irã como fronts de uma mesma batalha anti-imperialista.

    Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO), posicionou o encontro como pioneiro no Brasil:

    “Qualquer ação do imperialismo contra qualquer país do continente tem que ser respondida”.

    Pimenta, ao lado de figuras como o jornalista Breno Altman, do portal Opera Mundi e filiado ao Partido dos Trabalhadores, e o comandante Robinson Farinazzo, do canal Arte da Guerra, reforçou que a mobilização é inseparável da campanha contra a repressão judicial no país e representa o terceiro ato anti-imperialista na Academia Paulista de Letras em 2025 – precedido por eventos em homenagem à vitória antifascista de 1945 e em solidariedade ao Irã.

    O apoio veio de peso: além dos Comitês de Luta, participaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal), a Frente Internacional dos Sem Teto (FIST), a Frente Nacional de Luta Cidade e Campo (FNL), a Apeoesp, o Sindicato dos Bancários de Brasília e os Metalúrgicos de Sorocaba.

    A convocatória, divulgada em panfletos durante o Grito dos Excluídos em 7 de setembro, alertou:

    “Só a mobilização popular pode derrotar as provocações e os ataques dos EUA e de seus lacaios. Defender a Venezuela é defender a luta de todos os povos oprimidos contra o imperialismo”.



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