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    Aplausos irrompem em tribunal alemão durante julgamento de ativistas que miraram fábrica de armas de Israel (vídeo)

    — calculando —
    Os cinco ativistas europeus conhecidos como Ulm 5 em tribunal na Alemanha

    📷 Os cinco ativistas europeus, o irlandês Daniel Tatlow-Devally, 32; os britânicos Zo Hailu e Crow Tricks, ambos 25; o alemão Kovarbasic, 29 anos; e a espanhola Leandra Rollo, 40, foram ovacionados no tribunal de julgamento na Alemanha. Eles são acusados de interromper sistemas de software usados na produção de munições que Israel utiliza contra civis em Gaza / Foto: Reprodução X/@watanserb_news [digital remaster upscaling photo]

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Stuttgart (DE)
    20 de junho de 2026

    Cinco ativistas europeus foram recebidos com aplausos calorosos em uma audiência recente no complexo judicial de alta segurança de Stuttgart-Stammheim, na Alemanha.

    O episódio ocorreu durante o julgamento dos chamados Ulm 5, grupo formado por Vi Kovarbasic (alemã), Zo Hailu (britânica), Leandra Rollo (espanhola/argentina), Crow Tricks (britânica) e Daniel Tatlow-Devally (irlandês).

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    Cinco pessoas posando juntas com a bandeira da Palestina, usando lenços árabes e fazendo sinais de paz.
    Os ‘Cinco de Ulm’, da esquerda para a direita: Daniel Tatlow-Devally, Zo Hailu, Crow Tricks, Vi Kovarbasic e Leandra Rollo [Al Jazeera/Fornecido]

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    Na madrugada de 8 de setembro de 2025, os cinco entraram nas instalações da Elbit Systems em Ulm, no sul da Alemanha.

    A empresa israelense é uma das maiores fornecedoras de armamentos do país e produz, entre outros itens, drones, sistemas de comunicação militar e equipamentos de mira a laser amplamente utilizados em operações em Gaza.

    De acordo com a acusação, eles danificaram móveis, janelas e equipamentos técnicos sensíveis com machados, picharam slogans nas paredes e filmaram a ação.

    O prejuízo foi estimado em mais de um milhão de euros.

    Os ativistas afirmam que a iniciativa visava interromper a produção de sistemas empregados no conflito em Gaza e chamar atenção para a cumplicidade de empresas e governos europeus.

    O julgamento, que teve início em 27 de abril no mesmo complexo de Stuttgart-Stammheim onde ocorreram os processos contra a Fração do Exército Vermelho nos anos 1970, tramita sob forte aparato de segurança.

    Os réus permanecem algemados e atrás de vidro à prova de balas.

    A promotoria acusa o grupo de invasão de domicílio, dano à propriedade e, principalmente, de integrar organização criminosa nos termos do § 129 do Código Penal alemão — a Palestine Action Germany.

    Em audiência recente, por volta de sexta-feira (15/jun), ao serem conduzidos à sala, o público presente irrompeu em aplausos.

    “Quando vimos Vi, Zo, Leandra, Crow e Daniel pela primeira vez, todo o tribunal explodiu em aplausos”, registrou a jornalista Hebh Jamal em artigo publicado no The New Arab.

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    O caso vai além do dano material. Ele expõe o embate entre a liberdade de protesto político e a criminalização de ações diretas contra o complexo industrial-militar.

    Especialistas alertam que a acusação por formação de organização criminosa pode criar precedente perigoso para movimentos sociais em toda a Europa.

    Defesa e apoiadores criticam as condições de detenção preventiva — já superior a oito meses —, as restrições de comunicação com advogados e o tratamento dispensado no tribunal.

    O argumento central dos ativistas é o de “ajuda de emergência” (Nothilfe): interromper a produção de equipamentos que, segundo eles, contribuem para violações graves do direito internacional.

    Fontes como o BBC, o The Guardian e a revista +972 Magazine destacam que a Elbit Systems descreve-se como “espinha dorsal” da frota de drones israelense e que componentes fabricados em Ulm foram enviados a Israel em 2025.

    O processo, que deve se estender até janeiro de 2027, coloca em xeque o equilíbrio entre segurança nacional e direitos fundamentais de expressão e manifestação na Alemanha contemporânea.

    Novas audiências estão marcadas para os próximos dias.

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    FAQ Rápido

    O que exatamente fizeram os ativistas?
    Invadiram as instalações da Elbit Systems em Ulm em setembro de 2025, danificaram equipamentos técnicos e picharam slogans de protesto contra o uso de armas em Gaza.

    Quais as principais acusações?
    Invasão, dano à propriedade avaliado em mais de um milhão de euros e integração a organização criminosa (Palestine Action Germany).

    Por que o caso gera tanta repercussão?
    Porque ocorre em local simbólico (Stammheim), com tratamento de alta segurança e pode criminalizar protestos políticos contra o comércio de armamentos ligado a conflitos internacionais.

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