Coletivo ‘Riposte Alimentaire’ diz que sistema alimentar na França é “doentio” – Também conhecida como ‘A Gioconda‘, a obra de 1503 é a mais notável e conhecida de Leonardo da Vinci, um dos mais eminentes nomes do Renascimento italiano – ASSISTA
ALERTE – Des militantes pour le climat jettent de la soupe sur le tableau de La Joconde au musée du Louvre. @CLPRESSFR pic.twitter.com/Aa7gavRRc4
— CLPRESS / Agence de presse (@CLPRESSFR) January 28, 2024
Duas ativistas que se dizem do coletivo ‘Riposte Alimentaire‘ encharcaram a obra ‘Mona Lisa‘ com sopa de abóbora na manhã deste domingo (28/1), no museu do Louvre, em Paris. O grupo denunciou um “sistema agrícola doentio”. A pintura é protegida por vidro blindado.
“O que é mais importante? Arte ou direito à alimentação saudável e sustentável?”, questionavam as duas mulheres, que foram presas, minutos depois.
A direção do Louvre informou que as ativistas esconderam a sopa de abóbora em uma garrafa térmica de café.
“ A Mona Lisa, tal como a nossa herança, pertence às gerações futuras. Nenhuma causa pode justificar que ele seja um alvo”, afirmou, minutos depois da notícia viralizar, a ministra da Cultura, Rachida Dati, na plataforma de microblogging ‘X‘.
A ação teve como objetivo destacar um “sistema agrícola doente”, em que os ativistas dizem que os “agricultores estão morrendo no trabalho”, além de que “um em cada três franceses não faz todas as refeições todos os dias”.
O coletivo Riposte Alimentaire comunicou à imprensa que a ação foi em favor de “uma campanha de resistência civil francesa que visa provocar uma mudança radical na sociedade a nível climático e social”.
Ao atirar sopa na ‘Mona Lisa‘, o grupo afirma que deu “o pontapé inicial de uma campanha de resistência civil, que carrega uma reivindicação clara, benéfica para todos: segurança social para alimentação sustentável”.
O coletivo aponta para a responsabilidade da “indústria agroalimentar”, em que“tratados europeus de comércio livre criam as condições para a concorrência desleal”, ao mesmo tempo que isso traz “consequências ambientais extremamente preocupantes” do nosso sistema agrícola, que é o “responsável por 21% das emissões de gases com efeito de estufa”, na França.
O grupo quer permitir que cada residente possa se “beneficiar de um cartão alimentação no valor de 150 euros mensais por pessoa, [seja] criança ou adulto”, que seria financiado por um sistema de contribuições para permitir a aquisição de “produtos aprovados e selecionados democraticamente, por assembleias informadas sobre questões ecológicas e agrícolas”, dizem os trechos do comunicado distribuídos às agências de notícias do país.
