Atentado terrorista na posse de Bolsonaro: ameaça é descoberta e investigada pela Polícia Federal

27/12/2018 5 Por Redação Urbs Magna

A Polícia Federal (PF) investiga um grupo que se autodenomina terrorista e ameaçou promover um atentado na posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), em 1º de janeiro. As apurações começaram com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que busca os responsáveis por colocar uma bomba ao lado da igreja Santuário Menino Jesus, no centro de Brazlândia, na madrugada de terça-feira (25/12), dia de Natal. O artefato foi desarmado pela Polícia Militar.

O caso ocorre quase quatro meses após Bolsonaro, ainda candidato, ser esfaqueado durante agenda de campanha em Juiz de Fora (MG). Até hoje, o futuro mandatário do país faz uso de uma bolsa de colostomia para a retirada de fezes devido à gravidade do ferimento na região abdominal.

A suposta organização, chamada de Maldição Ancestral, mantém um site no qual diz estar “em tocaia terrorística contra o progresso humano”. Na página da internet, são disseminadas diversas mensagens de ódio e são pregados “o caos e o terror no seio da civilização”.

O que chamou a atenção da Polícia Civil foi o fato de o grupo ter assumido a autoria do atentado, inclusive postando fotos do artefato explosivo antes de ser levado à igreja.

Em trechos de um texto publicado na internet, a suposta organização criminosa diz o seguinte: “Se a facada não foi suficiente para matar Bolsonaro, talvez ele venha a ter mais surpresas em algum outro momento, já que não somos os únicos a querer a sua cabeça”.O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho igualmente o querem [Bolsonaro] morto e podem também recorrer a métodos terroristas para isso. Se não for ele, servirá qualquer um de sua equipe, filiados, ou mesmo apoiantes e simpatizantes. Dia 1° de janeiro de 2019 haverá, aqui em Brasília, a posse presidencial. Estamos em Brasília e temos armas e mais explosivos estocados”. Trecho de texto do suposto grupo terrorista

A 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) abriu inquérito e, como no site foram identificadas uma série de ameaças a Bolsonaro, a Polícia Federal precisou ser acionada. Na tarde de quarta-feira (26/12), equipes da PF estiveram na delegacia da cidade para colher mais informações sobre o caso.

O delegado-chefe da 18ª DP, Adval de Matos afirmou que o inquérito foi aberto para investigar os crimes sob jurisdição da PCDF – o caso da bomba e ameaças contra padres da cidade que se manifestaram favoravelmente a Jair Bolsonaro no período eleitoral.

“Demos início às apurações para localizar os autores que deixaram a bomba ao lado da igreja. No caso dos ataques a Bolsonaro, caberá à PF conduzir as investigações”, disse o titular da 18ª DP.

Na Brazlândia, equipes da Polícia Federal chegaram à 18ª DP. À paisana, os agentes colheram informações e deixaram o local rapidamente. A reportagem procurou a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, mas não obteve retorno até a última atualização deste texto.

Et Urbs Magna via Metrópoles

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