
Homem se diverte filmando a si mesmo ao descer de tirolesa no Vale de Baisaran, na Caxemira indiana, mas não percebe um ataque terrorista sob ele – imagem reprodução
Vídeo acidental revela horror de atentado que matou 26 turistas em destino turístico da Índia – SAIBA MAIS
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Nova Delhi, 29 de abril de 2025
Um atentado, executado por cinco militantes armados com fuzis M4 e AK-47, resultou na morte de 26 pessoas, incluindo 23 turistas indianos, um guia local e dois estrangeiros, além de mais de 20 feridos, no Vale de Baisaran, próximo a Pahalgam, na Caxemira administrada pela Índia, na terça-feira passada (22/abr)
Segundo relatos, os agressores segregaram homens de mulheres e crianças, exigindo que as vítimas revelassem suas religiões e recitassem versos islâmicos antes de executá-los, em um ato descrito como o mais letal contra civis na Índia desde os ataques de Mumbai em 2008.
Acima deles, outro turista, que percorria a área suspenso em uma tirolesa, capturou por acaso os primeiros momentos do ataque devastador, sem perceber o que estava acontecendo.
O vídeo gravado pelo turista, que circulou amplamente nas redes sociais, mostra o pânico inicial enquanto os militantes emergiam de uma floresta de pinheiros, disparando contra os homens à queima-roupa.
Sorridente e feliz por seu momento cheio de adrenalina, ele registrou as pessoas correndo e caindo, abatidas por tiros, conforme é possível ouvir nas imagens a seguir:
A Frente de Resistência (TRF), afiliada ao grupo Lashkar-e-Taiba, sediado no Paquistão, reivindicou inicialmente a autoria, mas retratou a declaração dias depois, intensificando tensões diplomáticas entre Índia e Paquistão.
Sobreviventes relataram que os agressores pouparam uma mulher para que ela pudesse “narrar os horrores” ao primeiro-ministro Narendra Modi, enquanto um operador de pônei local, Syed Adil Hussain Shah, foi morto ao tentar desarmar um dos terroristas.
A resposta das autoridades indianas foi imediata: uma operação conjunta do Exército, forças paramilitares e polícia local lançou buscas na cordilheira Pir Panjal, onde os militantes fugiram, e um bloqueio temporário foi imposto em Pahalgam.
A polícia anunciou uma recompensa de 60 lakh (cerca de 71 mil dólares) por informações sobre três suspeitos, incluindo dois paquistaneses e um local, enquanto a Índia acusou o Paquistão de apoiar o terrorismo, suspendendo o Tratado das Águas do Indo e fechando a fronteira Attari-Wagah.
A tragédia gerou comoção global e protestos em cidades indianas, com líderes mundiais, incluindo Ursula von der Leyen, Donald Trump e Marcelo Rebelo de Sousa, condenando o ataque.
O Conselho de Segurança da ONU exigiu justiça para os responsáveis, enquanto o Brasil expressou solidariedade, confirmando que não havia brasileiros entre as vítimas.
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O atentado, ocorrido em um momento de alta temporada turística, levou a cancelamentos em massa e abalou a economia local, que depende do turismo.
A escalada de tensões entre Índia e Paquistão, com trocas de tiros na Linha de Controle e retaliações diplomáticas, reacendeu temores de um conflito militar em uma região já marcada por décadas de disputas.
Analistas alertam que a crise pode superar o confronto de 2019, quando um ataque semelhante desencadeou ações militares.












