
📷População de Kiev se abriga no metrô da cidade durante os bombardeios russos, iniciados na noite de 1/maio e se estendendo até a madrugada de 2/maio | Imagens reprodução redes sociais
| Kiev (UA) / Moscou (RU)
02 de junho de 2026
Explosões sacudiram Kiev e outras regiões ucranianas na madrugada de terça-feira (2/jun), quando a Rússia desencadeou um ataque aéreo combinado com drones de longo alcance e mísseis.
Sirenes soaram por volta de 1h30 (horário local), seguidas de ondas adicionais às 2h15 e 4h, conforme relatou o Kyiv Independent.
O balanço inicial aponta pelo menos 6 mortos e 55 feridos, com a maioria das vítimas em Dnipro, onde cinco pessoas perderam a vida e 16 ficaram feridas em residências atingidas.
Em Kiev, os destroços provocaram incêndios em distritos como Podilskyi, onde um prédio de nove andares sofreu colapso parcial, Solomianskyi, com danos a torres residenciais de 15 e 24 andares, e Obolonskyi, onde fragmentos caíram perto de um jardim de infância.
Apagões afetaram vários bairros, e equipes de resgate buscam possíveis vítimas sob os escombros, informou o prefeito Vitali Klitschko.
Em Kharkiv, múltiplos distritos registraram impactos em edifícios residenciais, veículos e estruturas administrativas, com dez feridos.
A Força Aérea ucraniana ativou defesas, mas o volume de ameaças sobrecarregou o sistema, já pressionado pela escassez de munições antiaéreas.
O presidente Volodymyr Zelensky havia alertado nos dias anteriores, citando inteligência sobre uma ofensiva iminente.
“Nossos parceiros comunicam com a Rússia para evitar o assalto, mas não esperamos que Moscou mude de rumo”, declarou ele, segundo o Kyiv Independent.
Do lado russo, a narrativa oficial, reproduzida por veículos como EADaily, descreve o bombardeio como ação contra alvos militares e de infraestrutura que sustentam as operações ucranianas.
Fontes pró-Rússia vinculam a intensificação a contra-ataques ucranianos recentes, incluindo o uso de drones contra instalações russas.
O Ministério da Defesa russo não divulgou comunicado específico sobre esta madrugada até o fechamento, mas segue o padrão de justificar operações como resposta a “ataques terroristas” de Kiev em território controlado ou na Rússia.
A ofensiva confirma o esgotamento da breve trégua mediada pelos Estados Unidos no início de maio e reforça o ciclo de guerra de atrito.
A Ucrânia registra escassez crítica de interceptores, agravada por demandas globais, enquanto a Rússia explora superioridade numérica em drones e mísseis balísticos avançados.
Eventos anteriores, como o ataque de 24 de maio com o míssil Oreshnik, já haviam danificado prédios governamentais em Kiev e deixado quase cem feridos.
Moradores desceram para estações de metrô em busca de abrigo, com sirenes ecoando e alertas de aviões Tu-95MS e lançamentos de Kalibr.
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FAQ Rápido
1. Quantas vítimas o ataque de 2 de junho causou?
Seis mortos e 89 feridos até o momento, segundo balanço consolidado das autoridades ucranianas.
2. A Rússia justificou o bombardeio?
Sim, como retaliação a supostos ataques ucranianos em áreas ocupadas como Starobilsk e Henichesk.
3. A Ucrânia conseguiu interceptar os projéteis?
A defesa aérea derrubou a maioria, mas impactos em residências e infraestrutura ocorreram em várias cidades.
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