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Assassinos de Marielle são condenados a 78 e 59 anos de prisão e ao pagamento de pensão ao filho de Anderson

    Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram considerados culpados por duplo homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. Ambos deverão indeniza famílias em R$ 706 mil por danos morais

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    Os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente, pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, sendo considerados culpados por duplo homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio.

    Os réus foram condenados a pagar pensão ao filho de Anderson e indenizações de R$ 706 mil por dano moral às famílias das vítimas. A juíza Lúcia Glioche ressaltou que a condenação não traz consolo às famílias, mas é uma resposta à impunidade, afirmando que a justiça chega aos culpados, retirando-lhes a liberdade.

    Ronnie e Élcio estão presos desde março de 2019 por um acordo de delação premiada, enquanto os irmãos Brazão enfrentam processos no STF. O delegado Rivaldo Barbosa, também preso, é acusado de obstruir investigações relacionadas ao assassinato de Marielle Franco, que está vinculado a disputas fundiárias e conflitos com milícias.

    Os promotores de Justiça alegaram que Ronnie e Élcio assassinaram Marielle por motivos financeiros e planejavam matar Anderson e Fernanda Chaves para eliminar testemunhas, destacando que Élcio, como motorista, tinha a mesma responsabilidade que Ronnie, que disparou, e que ambos estavam cientes da relação entre a morte de Marielle, sua posição como vereadora e suas causas políticas.

    O MPRJ afirmou que Ronnie Lessa e Élcio não se arrependeram e firmaram um acordo de delação premiada, evidenciando que a condenação se deu por provas robustas; Lessa já investigava a arma e a vida de Marielle antes do crime, enquanto Élcio pesquisava políticos próximos à vereadora.

    Os promotores informaram que os réus ainda enfrentarão prisão, mesmo com a delação. A defensora pública ressaltou a questão racial ao mencionar Marielle, uma mulher negra que desafiou as estruturas. O MPRJ enfatizou a importância dos valores morais do jurado, apesar de o júri ser composto apenas por homens brancos.

    A defesa de Ronnie Lessa argumentou que, sem a confissão do cliente, seria difícil condená-lo apenas com as outras provas, afirmando que ele colaborou por vontade própria. O advogado Saulo Carvalho pediu uma condenação justa, negou a qualificação do crime como motivado por motivos torpes ou políticos, e destacou que a intenção de Lessa era apenas matar a vereadora, não outros passageiros.

    A defesa de Élcio Queiroz argumentou que ele participou do crime sem conhecer Marielle e sem motivos para matá-la, destacando que a defesa da vítima não foi dificultada e que Élcio acreditava que seu parceiro era um “exímio atirador”.

    O Ministério Público reforçou os argumentos para a condenação dos réus por cerca de duas horas, enquanto a defesa de Ronnie e Élcio usou cerca de 10 minutos para sua tréplica.

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