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Assassinato de Khamenei seria erro fatal de Trump com potencial para ‘WW3’: o que mídias e Estados do mundo estão dizendo?

    Críticas denunciam ação conjunta EUA-Israel como ato de agressão que ameaça a estabilidade geopolítica atual e viola normas internacionais: “lei da selva

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    Iranianos lamentam Khamenei
    Iranianos lamentam a morte do Líder Supremo Ali Khamenei em Teerã, em 1º de março de 2026 / Foto: Atta Kenare/AFP

    RESUMO
     
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO
     


    Brasília (DF) · 01 de março de 2026

    Em meio a uma escalada sem precedentes no Oriente Médio, o assassinato do Ayatollah Ali Khamenei, ocorrido em strikes aéreos conjuntos entre os Estados Unidos e Israel, tem gerado um vendaval de condenações internacionais.

    Analistas e líderes globais classificam a operação como um equívoco estratégico monumental do presidente Donald Trump, potencializando instabilidades regionais e globais.

    O Ayatollah Ali Khamenei, que assumiu como Líder Supremo do Irã em 1989 após a morte de Ruhollah Khomeini, representava o cerne da Revolução Islâmica iraniana. Ele encarnava uma ideologia teocrática rígida, com posturas antiocidentais ferrenhas, supervisão sobre o programa nuclear e apoio a grupos proxy como o Hezbollah e os Houthis.

    Sua autoridade transcendia o político, simbolizando a resiliência do regime contra pressões externas, moldando políticas que desafiavam hegemonias ocidentais por quase quatro décadas.

    A operação desexta-feira (28/fev) provocou reações virulentas de potências como Rússia e China, que veem nela uma transgressão flagrante ao direito internacional. De acordo com o Al Jazeera, o presidente russo Vladimir Putin qualificou o ato como um “assassinato cínico” que viola “todos os padrões de moralidade humana e direito internacional”.

    Essa declaração ecoa preocupações sobre uma erosão das normas globais, com potencial para desestabilizar alianças estratégicas. Segundo o The New York Times, o ministro da Defesa britânico John Healey exigiu que os EUA apresentem a base legal para a ação, destacando riscos de ataques indiscriminados que poderiam perpetuar ciclos de violência.

    O South China Morning Post detalha a posição chinesa, onde o ministro das Relações Exteriores Wang Yi afirmou que é “inaceitável assassinar descaradamente o líder de um Estado soberano e instigar uma mudança de regime”, rotulando o strike como uma “grave violação da soberania e segurança do Irã”.

    Beijing advertiu que o conflito poderia empurrar o Oriente Médio para um “abismo perigoso”, na direção de um retrocesso à “lei da selva”. Essa crítica se alinha com alertas de especialistas, como Liu Zhongmin, que preveem o surgimento de grupos extremistas e agravamento de conflitos fronteiriços, como entre Paquistão e Afeganistão.

    Outras vozes internacionais amplificam o coro de reprovação. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte denunciou os strikes como um “ato ilegal de agressão” e “conduta desavergonhada e semelhante à de gângsteres”, conforme extraído da Al Jazeera e corroborado pelaSouth China Morning Post.

    O grupo palestino Hamas qualificou o ataque como “hediondo”, responsabilizando EUA e Israel pelas “graves repercussões na segurança e estabilidade da região”. Similarmente, os Houthis do Iêmen o viram como uma “violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”.

    Repercussões negativas transcendem a retórica diplomática, manifestando-se em impactos concretos. O The New York Times relata pelo menos 133 civis mortos e 200 feridos em strikes, segundo o grupo de direitos humanos HRANA, baseado em Washington, além de mais de 200 óbitos totais confirmados pela Cruz Vermelha Iraniana.

    Ataques retaliatórios iranianos atingiram nações do Golfo, com uma morte e mais de 30 feridos no Kuwait, lesões em Bahrein e danos nos Emirados Árabes Unidos, elevando temores de uma conflagração mais ampla.

    O fechamento do Estreito de Ormuz, vital para 20% do petróleo mundial, provocou alertas da Administração Marítima dos EUA e da agência marítima britânica, com um navio atingido por projétil desconhecido, exacerbando inseguranças econômicas.

    Analistas da Eurasia Group preveem um “longa guerra sem uma saída clara”, enquanto experts da Barclays alertam para preços do petróleo alcançando US$ 100 por barril, um revés para a economia global.

    Na esfera europeia, a diplomata-chefe da União Europeia, Kaja Kallas, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveram o evento como um “momento decisivo” carregado de “risco real de instabilidade que poderia levar a região a uma espiral de violência.”, em declaração conjunta com Reino Unido, França e Alemanha pedindo “restrição máxima” ante uma “perigosa” escalada.

    O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou os strikes, lamentando uma oportunidade diplomática “desperdiçada”, como reportado pelo South China Morning Post.

    O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, manifestou-se consternado com o fato de que as negociações ativas e sérias entre os Estados Unidos e o Irã terem sido, mais uma vez, minadas.

     


    Essas críticas convergem em classificar a decisão de Trump como um erro tático, potencializando retaliações e isolando o Irã em um momento crítico, conforme o oficial emirati Anwar Gargash.

    A ação não apenas viola o Carta da ONU, mas ameaça precipitar uma era de instabilidade prolongada, com ramificações para a segurança energética e alianças geopolíticas.

    O The New York Times indica explosões adicionais em Doha e Dubai nesta manhã de domingo (01/mar), possivelmente retaliatórias.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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