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    ‘As pessoas odeiam os EUA agora’: progressista rebate interrupções na CNN e expõe custos da política de Trump no Irã (vídeo)

    Podcaster perde ao vivo paciência com apoiador do presidente e critica sua decisão de rasgar acordo com o país persa, cita gastos de US$ 50 bilhões, morte de milhares de civis e de 13 soldados americanos – ASSISTA

    Leigh McGowan no debate da CNN

    Leigh McGowan, do podcast PoliticsGirl, rebateu interrupções de Noah Rothman na CNN NewsNight de terça-feira (7/abr). Ela criticou Donald Trump por rasgar o acordo nuclear com o Irã, citando gastos de US$ 50 bilhões, a morte de milhares de civis e de pelo menos 13 soldados americanos, além de centenas de feridos. “As pessoas odeiam os EUA agora”, afirmou / Imagem reprodução CNN

    Washington (US) · 11 de abril de 2026

    Leigh McGowan, criadora do popular podcast e canal no YouTube, PoliticsGirl — onde explica temas políticos de forma acessível e progressista para o público americano —, perdeu a paciência ao ser interrompida repetidamente durante um debate acalorado na CNN NewsNight de terça-feira (7/abr).

    O painel foi mediado pela âncora Abby Phillip, jornalista da CNN conhecida por comandar discussões políticas equilibradas.

    Entre os convidados estavam Noah Rothman, editor sênior da revista conservadora National Review e representante da ala neoconservadora, favorável a uma postura de linha dura contra o Irã; Peter Meijer, ex-deputado republicano pelo Michigan que ganhou notoriedade por votar a favor do impeachment de Trump após os eventos de 6 de janeiro de 2021; Neera Tanden, presidente do think tank progressista Center for American Progress e ex-assessora de política doméstica no governo Joe Biden; e Margaret Donovan, ex-advogada do Exército americano (Army JAG), que frequentemente comenta questões jurídicas e éticas relacionadas a conflitos armados.

    O debate ganhou intensidade após críticas da ex-apresentadora da Fox News, Megyn Kelly, que questionou o julgamento de Donald Trump ao aceitar, na Sala de Situação da Casa Branca, informações de inteligência apresentadas pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

    Kelly baseou-se em reportagem do The New York Times assinada por Maggie Haberman e Jonathan Swan.

    Enquanto Rothman argumentava que administrações anteriores ignoraram alertas israelenses e permitiram o avanço do programa nuclear iraniano, McGowan contra-atacou com firmeza. “Você pode me deixar falar por um segundo, cara?”, disse ela

    Em seguida, a comentarista lembrou o contexto: em 2015, o governo de Barack Obama firmou o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), conhecido como acordo nuclear com o Irã.

    Pelo pacto, Teerã limitava o enriquecimento de urânio, proibia o desenvolvimento de armas nucleares e aceitava inspeções internacionais em troca do alívio de sanções econômicas.

    Em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do acordo de forma unilateral, prometendo “um negócio melhor” que nunca se concretizou.“Havia um acordo. E Trump chegou e disse: “Eu consigo um acordo melhor”. E ele rasgou o acordo e não conseguiu um acordo melhor”, afirmou McGowan.

    Ela prosseguiu listando os custos: “E então ele entrou naquele país a pedido do líder de outro país, gastou 50 bilhões de dólares, matou milhares de civis e pelo menos 13 soldados americanos, além de ferir centenas de outros soldados americanos. Danificamos nossas bases. Danificamos nossos radares. Agora as pessoas odeiam os Estados Unidos”.

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    O confronto ilustra as divisões profundas na política externa americana, especialmente sobre o equilíbrio entre diplomacia multilateral e o uso da força militar no Oriente Médio.

    Para vozes progressistas como McGowan, Neera Tanden e Margaret Donovan, o acordo, ainda que imperfeito, era preferível à escalada que gerou altos custos humanos e financeiros.

    Para conservadores como Rothman e Peter Meijer, a “máxima pressão” era necessária diante das ameaças iranianas.

    O episódio serve como termômetro das feridas abertas pela abordagem de Trump no Irã.




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