As ‘imagens estarrecedoras da PM de SP’, são gestos que ‘naturalizam o ódio e a violência’, diz Feghali (vídeo)
Imagem reprodução redes sociais
A deputada federal lembra frase de Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”, e diz que ela nunca fez tanto sentido – ASSISTA E SAIBA MAIS
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Brasília, 16 de abril de 2025
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) utilizou sua conta no X para comentar o que classificou como “imagens estarrecedoras” (assista no final desta matéria) da Polícia Militar de São Paulo, apontando gestos supremacistas que, segundo ela, “naturalizam o ódio e a violência contra a população negra”.
O perfil oficial do 9° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) postou um vídeo com policiais queimando cruzes e fazendo gestos relacionados a rituais supremacistas, reminiscentes da Ku Klux Klan. A publicação foi removida rapidamente e mostrava pelo menos 14 PMs em um ambiente noturno.
A parlamentar evocou a frase de Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor“, destacando sua relevância frente aos episódios.
Feghali exigiu repressão firme contra tais atos, reforçando a necessidade de combater a violência estrutural e o racismo institucional.
O caso ganhou repercussão em veículos como o Brasil de Fato, que detalhou a indignação de movimentos sociais e a cobrança por punição aos policiais envolvidos, citando o histórico de abusos da PM paulista.
Já a Folha de S. Paulo informou que os agentes foram afastados e estão sob investigação, com o governo de São Paulo prometendo rigor na apuração.
A CNN Brasil destacou que as imagens, captadas em operação no interior do estado, mostram policiais fazendo saudações associadas a grupos neonazistas, gerando clamor por medidas contra a glorificação de ideologias de ódio.
A citação de Paulo Freire por Feghali conecta o episódio à sua crítica à educação opressora, conceito central em sua obra “Pedagogia do Oprimido”. Conforme o Portal da Câmara dos Deputados, Freire defendia que a educação deve ensinar a “ler o mundo para transformá-lo”, promovendo a libertação dos oprimidos, e não a perpetuação da dominação.
A parlamentar, que já sofreu agressões no Congresso, como relatado pelo mesmo portal em 2015, reforça sua trajetória de combate à violência e à opressão, agora vinculando o caso da PM à necessidade de uma educação emancipatória.
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A argumentação de Feghali amplifica o debate sobre racismo estrutural e violência policial no Brasil, reacendendo discussões sobre a formação das forças de segurança e a influência de ideologias extremistas.
A pressão por justiça e reformas cresce, com a sociedade civil e parlamentares exigindo ações concretas para coibir a normalização do ódio, em linha com o pensamento freireano de uma educação que forme cidadãos críticos e engajados na transformação social.
“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.” A frase de Paulo Freire nunca fez tanto sentido. Imagens estarrecedoras da PM de SP. Gestos supremacistas naturalizam o ódio e a violência contra a população negra e precisam ser reprimidos com firmeza.… pic.twitter.com/bHEaAfLqmk
Paulo Freire faz falta nesse Brasil tão sem educação!!!
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