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“As declarações do General Villas Bôas deixam claro que houve no Brasil um golpe militar” em 2016, denuncia Leonardo Boff

    Segundo o teólogo, a ação foi “arquitetada por todo o Alto Comando das Forças Armadas para prender Lula, via Moro, e abrir o caminho para Bolsonaro”, que para ele “só se mantém enquanto os militares golpistas quiserem. Elas nunca foram pelo povo”

    Em seu perfil do Twitter, o filósofo e teólogo Leonardo Boff afirmou que “as declarações do General Villas Bôas deixam claro que houve no Brasil um GOLPE militar arquitetado por todo o Alto Comando das FFAA para prender Lula, via Moro, e abrir o caminho para Bolsonaro

    Segundo Boff, o presidente “só se mantém enquanto os militares golpistas quiserem” e acrescenta que as Forças Armadas “nunca foram pelo povo“:

    Conforme divulgou o UOL, “o general Eduardo Villas Bôas revelou que as postagens polêmicas que ele fez em seu perfil no Twitter, às vésperas de um julgamento de HC (habeas corpus) do ex-presidente Lula pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2018, não foram apenas a expressão de suas opiniões pessoais” mas articulados e escritos com participação do Alto Comando do Exército”.

    No dia 3 de abril de 2018, véspera do julgamento do pedido de liberdade de Lula, Villas Bôas escreveu na rede social: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?“. O fio segue: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais“:

    Estas manifestações, conta Villas Bôas, foram redigidas a muitas mãos do alto comando do Exército. Ele, no entanto, ressalta que o então ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, não sabiam da publicação:

    O texto teve um ‘rascunho’ elaborado pelo meu staff e pelos integrantes do Alto Comando residentes em Brasília. No dia seguinte da expedição, remetemos para os comandantes militares de área. Recebidas as sugestões, elaboramos o texto final, o que nos tomou todo expediente, até por volta das 20 horas, momento que liberei para o CComSEx (Setor de comunicação do Exército) para expedição“, explicou o general.

    As declarações são parte do livro “General Villas Bôas: conversa com o comandante”, recém-lançado pela Editora FGV, segundo noticiou “O Globo” último dia 10. A publicação, organizada por Celso Corrêa Pinto De Castro, é resultado de cerca de 13 horas de depoimentos concedidos pelo general entre agosto e setembro de 2019. Na época, as publicações de Villas Bôas geraram fortes reações. O ministro do STF Celso de Mello, por exemplo, afirmou, sem citar nomes, que comentário realizado por “altíssima fonte” foi “claramente infringente do princípio da separação de Poderes”.

    Também no livro, ele justifica que a ação foi necessária para conter uma possível convulsão social, uma vez que recebiam muitas demandas por uma intervenção militar no comando do país. Ele também disse que tinha um projeto pessoal de fazer com que o “Exército voltasse a ser ouvido com naturalidade”. Villas Bôas foi comandante do Exército durante os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2019.

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