Manobras coordenadas no Supremo impulsionam dupla e questionam herdeiro escolhido pelo presidiário para a corrida presidencial de 2026
Aliados de Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas comemoram articulação conjunta no STF que levou à transferência de Jair Bolsonaro para a “Papudinha”, com sinal positivo de Alexandre de Moraes. Michelle conversou com Gilmar Mendes sobre saúde do ex-presidente; Tarcísio contatou ministros. Manobra fortalece dupla como alternativa a Flávio Bolsonaro para 2026, preferindo chapa Tarcísio-Michelle contra Lula. Publicações de Cristiane Freitas e Michelle intensificam tensões, com Flávio minimizando.
Brasília (DF) · 16 de janeiro de 2026
Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), celebram o que classificam como uma “articulação casada” junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para influenciar o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Essa estratégia, segundo o Metrópoles, resultou na transferência de Bolsonaro para a chamada “Papudinha” – apelido dado a uma ala mais amena do complexo penitenciário da Papuda –, obtendo um “sinal positivo” do ministro Alexandre de Moraes.
A ação reforça o protagonismo da dupla e serve como contraponto à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto, chancelada pelo próprio Jair Bolsonaro.
A articulação ganhou contornos de quarta (14/jan) para quinta (15/jan), quando Michelle intercedeu diretamente junto ao decano do STF, Gilmar Mendes, relatando o delicado estado de saúde de Bolsonaro, que enfrenta complicações como erisipela e infecções recorrentes.
Paralelamente, Tarcísio acionou ao menos dois ministros da Corte indicando contatos com até quatro magistrados na véspera da decisão de Moraes, disse o UOL.
Essa coordenação, embora não explicitamente combinada, é vista por interlocutores como pivotal para a concessão de condições mais brandas à detenção de Bolsonaro, decorrente de investigações sobre tentativas de golpe de Estado.
Nos bastidores da direita conservadora, a manobra é interpretada como um “round vencido por Tarcísio e Michelle contra Flávio“, conforme aliados citados pela coluna de Igor Gadelha.
Apesar da bênção paterna a Flávio, há um crescente consenso entre lideranças do centro-direita de que a chapa ideal para confrontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 seria composta por Tarcísio na cabeça e Michelle como vice.
Essa formação uniria o perfil técnico-administrativo do governador paulista ao apelo evangélico e feminino da ex-primeira-dama, potencializando chances eleitorais.
Sondagens recentes, como as reportadas pelo BPMoney, mostram Tarcísio com 42% de intenções de voto em cenários hipotéticos contra Lula, superando Flávio (36%) e a própria Michelle (39%).
A tensão familiar e política escalou com publicações nas redes sociais. Na quarta (14/jan), Cristiane Freitas, esposa de Tarcísio, postou: “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido!“, interpretada por bolsonaristas radicais como endosso à candidatura do governador.
Michelle curtiu o comentário e, ao rebater críticas do blogueiro Allan dos Santos no Instagram, defendeu: “Cristiane é minha amiga pessoal e usou o termo ‘meu marido’ em uma conversa casual“.
No mesmo dia, ela compartilhou um vídeo de Tarcísio criticando a política econômica do governo Lula, o que aliados descrevem à Folha de S.Paulo como defesa do governador contra cobranças por apoio mais veemente a Flávio.
Flávio, por sua vez, minimizou o episódio em declaração veiculada pela Jovem Pan, em 15/jan: “Não vou cobrar ninguém para que me apoie com ênfase“, reafirmando sua pré-candidatura como a única viável sob o aval paterno. No entanto, o desentendimento expõe fissuras no clã Bolsonaro, agravadas por disputas partidárias passadas entre Michelle e os enteados.
Enquanto isso, Michelle agradeceu publicamente aos 145 deputados que petitionaram ao STF por prisão domiciliar para Bolsonaro, sem mencionar os contatos diretos com a Corte, conforme detalhou o UOL.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

