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Armínio Fraga defende que o Brasil congele o salário mínimo por 6 anos

    O porta-voz da Faria Lima” quer “garantir os R$ 800 bilhões anuais em isenções aos empresários, enquanto acaba com a já baixíssima renda dos mais pobres. Os fascistas “moderados” são iguais os fascistas escancarados“, diz o influenciador Sérgio A J Barreto – SAIBA MAIS

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    Brasília, 13 de abril de 2025

    O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central (1999-2003), causou controvérsia ao sugerir, durante a Brazil Conference em Harvard, que o Brasil congele o salário mínimo em termos reais por seis anos como medida para conter o déficit fiscal.

    Segundo a UOL, Fraga argumentou que a medida ajudaria a controlar gastos com previdência, que consome grande parte do orçamento público.

    Ele destacou a necessidade de uma reforma radical no Estado, apontando que 80% dos gastos públicos vão para folha de pagamento e previdência, um cenário que considera insustentável.

    A proposta foi amplificada por um post no X do influenciador Sérgio A J Barreto, que criticou Fraga, chamando-o de “porta-voz da Faria Lima” e acusando-o de defender “R$ 800 bilhões anuais em isenções fiscais para empresários enquanto prejudica os mais pobres“.

    Fraga também sugeriu reduzir gastos tributários em 2% do PIB, enfatizando que o Brasil precisa priorizar investimentos públicos, que caíram de 5% para 1% do PIB nas últimas décadas.

    Ele alertou que o crescimento econômico atual (2 a 2,5%) não sustenta os 7% de juros pagos na dívida pública, reforçando a urgência de ajustes.

    Críticas à proposta vieram de diversos setores, com argumentos de que congelar o salário mínimo ignoraria milhões de brasileiros que dependem dele para sobreviver, agravando desigualdades em um contexto de alta no custo de vida.

    Fraga defendeu revisar incentivos fiscais, como deduções do Imposto de Renda e benefícios à Zona Franca de Manaus, para redistribuir recursos de forma mais equitativa, mas reconheceu que a medida seria politicamente sensível para o governo atual.

    Armínio Fraga é entrevistado pela Jovem Pan News, no final de março de 2025 – Imagem reprodução

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    A declaração de Fraga gerou reações polarizadas, refletindo indignação de trabalhadores e apoio de setores favoráveis ao ajuste fiscal.

    O debate expõe o desafio de equilibrar responsabilidade fiscal e proteção social, em um momento de pressão por reformas estruturais no Brasil.

    Enquanto Fraga insiste em um “diagnóstico frio” para salvar as contas públicas, críticos alertam que o congelamento pode aprofundar a vulnerabilidade de milhões de brasileiros.

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