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Argentinos estocam alimentos com medo da estagflação prometida por Milei, que toma posse neste domingo

    Javier Milei e o rei da Espanha, Felipe VI, horas antes da posse do novo presidente da Argentina, no domingo 10.12.2023 | Imagem reprodução YouTube / YouTube/LibertadDigital

    O novo presidente disse em várias entrevistas que os dois anos iniciais de seu governo serão de inflação combinada com recessão, o que levou alguns moradores de Buenos Aires a uma corrida em busca de ‘não perecíveis‘

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    Javier Milei, que toma posse neste domingo (10/11), já deu várias entrevistas dizendo que seu governo terá ao menos dois anos de estagflação (inflação + recessão). Por este motivo, moradores de Buenos Aires, capital da Argentina, iniciaram uma corrida em busca de produtos não perecíveis, pois o controle de preços para alguns produtos da cesta básica, promovido pelo governo anterior, terá fim.

    O cientista político Massimiliano Pisani, que enchia o seu carrinho de compras em uma varejista da capital federal na última quarta-feira (6/11), era um dos que se abasteciam para fugir da alta de preços propagada pelo ultradireitista. Ele estocou azeite e papel higiênico, “cujo preço já está bem alto”, disse, conforme transcrição no ‘Valor Econômico‘.

    Segundo a mídia, outra que fez estoque de alimentos foi a designer Juliana: “Todo fim de ano eu e meu marido fazemos uma compra grande de produtos não perecíveis e, este ano, mais do que nunca, precisamos fazer”, afirmou, que acrescentou:

    “Agora, como ainda não sabemos a dimensão da dispensa que teremos no novo apartamento, não compramos os produtos que queremos estocar”, afirmou, apreensiva.

    O texto ainda apresenta Nicolás Vaccaneo, dono do atacadista Masivos: “O consumidor irá mais vezes às compras, mas vai levar para casa menos produtos. O ano de 2024 será bom para o pequeno comércio, não tanto para os hipermercados e os atacadistas”, afirma ele.

    Mas o jornal diz que boa parte dos argentinos descarta embarcar nessa corrida, como é o caso da corretora de seguros e motorista de Uber Marisol: “Nunca o fiz e não será agora que farei. Até porque nem tenho espaço para estocar nada”.

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    Hugo, zelador de um prédio em Belgrano, também não estocará por falta de espaço e por achar que a vida na Argentina é assim, com inflação alta devorando o poder de compra dos trabalhadores, finaliza o autor da matéria.

    文