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    Argentina escolheu direita após 16 anos e sob Milei dívida com FMI cresce 36% e supera US$ 57 bilhões, mostra jornal

    Desaprovação do “libertário” chega a 65%; revisões pendentes do acordo colocam em xeque metas de reservas; país portenho mantém liderança como maior devedor do fundo multilateral com vencimentos bilionários à vista

    Javier Milei, durante entrevista que foi ao ar no canal El Peluca Milei

    Argentina segue como maior devedor do Fundo Monetário Internacional, com revisões pendentes e metas de reservas em xeque. Desaprovação chega a 65%, em meio a vencimentos bilionários em 2026. Javier Milei, durante entrevista que foi ao ar no canal El Peluca Milei |9.4.2026| Imagem reprodução/YouTube

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Buenos Aires (AR) · 12 de abril de 2026

    A Argentina registrou forte alta na dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

    O montante acumulado alcançou o equivalente a US$ 57,25 bilhões, representando crescimento de 36% em apenas um ano, conforme dados atualizados até abril de 2026.

    O país sul-americano mantém a liderança como o maior devedor do organismo multilateral, correspondendo a 34,5% do total de empréstimos pendentes do FMI, segundo a CNN Chile.

    Esse patamar persiste mesmo após o novo programa de facilidades estendidas assinado em 11 de abril de 2025, que previu desembolsos de até US$ 20 bilhões, dos quais US$ 12,398 bilhões já foram liberados.

    A segunda revisão do acordo, iniciada em fevereiro de 2026, ainda não foi concluída. Consultores privados apontam novo descumprimento da meta de reservas líquidas do Banco Central da Argentina.

    Ao fim de 2025, o saldo ficou negativo em US$ 14 bilhões, contra objetivo de US$ 1 bilhão negativo.

    A primeira revisão, encerrada em julho de 2025, já havia concedido dispensa ao governo por falha semelhante, com flexibilização dos alvos.

    No restante de 2026, a Argentina precisará pagar US$ 3,605 bilhões ao FMI, com vencimento imediato de US$ 805 milhões previsto para maio.

    O ministro da Economia, Luis Caputo, deve viajar a Washington na próxima semana para tratar do tema durante as reuniões de primavera do fundo.

    Esses números surgem pouco mais de um ano depois de a Argentina ter escolhido o caminho da direita, com a vitória de Javier Milei após 16 anos de alternância política.

    O presidente, autodenominado “libertário”, herdou e ampliou o compromisso com o FMI, mas enfrenta questionamentos sobre a sustentabilidade do ajuste.

    Pesquisas recentes revelam desaprovação que chega a 65% ao governo de Milei, segundo levantamento do instituto Zuban Cordoba.

    Outros institutos, como AtlasIntel, registram índices próximos, com avaliação negativa da situação econômica por parcela expressiva da população.

    A rejeição reflete o custo social das medidas de austeridade e a dificuldade em estabilizar as reservas externas, essenciais para credibilidade junto ao FMI.

    O acordo de 2025 buscava reforçar as reservas do Banco Central, mas as metas seguem sob pressão.

    A conclusão da revisão pendente determinará novos desembolsos, incluindo cerca de US$ 1 bilhão condicionado ao cumprimento dos compromissos.




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    1 comentário em “Argentina virou à direita após 16 anos e sob Milei dívida com FMI cresce 36% e supera US$ 57 bilhões”

    1. Reinaldo Gonçalves da Cruz

      O bolsonaro em quatro anos levou para o mapa da fome, pós o pobre para roer osso, o mesmo está acontecendo com o Bolsonaro argentino, a pobreza reflete em todos os setores econômicos, compromissos não serão compridos, especificamente com o FIM

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