Argentina desenvolve soro equino hiperimune que reduz em 45% as mortes por Covid-19

14/01/2021 0 Por Adriana Farias

Além da vacina, o país agora conta com mais um aliado para o tratamento de casos graves da doença

O presidente Alberto Fernández percorreu as instalações da empresa de biotecnologia Inmunova, da Universidade Nacional de San Martín, que desenvolveu o soro anti-covid-19 hiperimune em conjunto com outros centros científicos públicos e privados. 

Da Página 12 – Soro equino desenvolvido na Argentina, que reduz em 45% as mortes por coronavírus, começa a ser distribuído por todo o país. Hospitais, clínicas e sanatórios receberam o novo medicamento a partir desta terça-feira (12). Sua produção resultou de uma articulação público-privada encabeçada pelo laboratório Inmunova, o Instituto Biológico Argentino e o Instituto Malbrán, em colaboração com o Conicet e a Universidade Nacional de San Martín.

O presidente Alberto Fernández visitou na terça (12) as instalações da empresa de biotecnologia Inmunova, no campus da Universidade Nacional de San Martín, que desenvolveu em conjunto com outros centros científicos públicos e privados o soro hiperimune anti-covid-19.

O chefe de estado conheceu a produção de soro hiperimune, cujo tratamento em casos graves de coronavírus demonstrou eficácia e segurança. O presidente expressou seu orgulho pelos avanços alcançados pela ciência argentina, ao mesmo tempo em que elogiou a importância do projeto atual que trouxe resultados positivos na redução da mortalidade (45 %), a diminuição dos dias necessários para a terapia intensiva (24 %), e a menor necessidade no uso de respiradores (36 %).

O QUE É O SORO EQUINO?

O soro anti-covid-19, que já concluiu sua última fase de estudos clínicos exigidos pela ANMAT (uma espécie de ANVISA argentina), é uma imunoterapia à base de anticorpos policlonais equinos, cuja capacidade neutralizante do vírus SARS-CoV-2 bloqueia e impede sua disseminação. Além disso, tem a vantagem de poderem ser produzidos rapidamente e em grande escala. A partir de 18 de março de 2020, as agências que participam da investigação formaram, em conjunto, a Unidade Coronavírus para disponibilizar ao governo nacional projetos tecnológicos, recursos humanos, infraestrutura e equipamentos que possam ser necessários para a execução das tarefas de pesquisa, prevenção, diagnóstico e tratamento do coronavírus COVID-19. Nesse contexto, o projeto do soro hiperimune foi uma das 84 iniciativas selecionadas, com um financiamento equivalente a 100 mil dólares. Em 10 meses, foi possível evitar a entrada do coronavírus nas células em exames laboratoriais.

A notícia foi veiculada em diversas mídias internacionais.

Comente