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Argentina de Javier Milei coopera com o Brasil e prende bolsonarista golpista terrorista foragido, réu de Moraes

    Em outubro, o governo argentino modificou a lei sobre o status de refugiado, para deixar de conceder o benefício aos estrangeiros que foram indiciados ou condenados em seus países

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    Um dos manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas, envolvido nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, em Brasília, realizado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi detido na quinta-feira na Argentina liderada por Javier Milei, que apoia o extremista de direita declarado inelegível até 2030.

    Joelton Gusmão de Oliveira, 47, foi preso sob uma ordem de “captura e detenção” para extradição, após a realização de uma operação que resultou na prisão de centenas de pessoas envolvidas nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

    Ele foi condenado em fevereiro a 17 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e associação criminosa, segundo a polícia de Buenos Aires.

    Em junho, o Brasil pediu ajuda à Argentina para localizar mais de 140 foragidos do ataque, mas Buenos Aires não tinha informações sobre eles.

    Em outubro, o governo argentino modificou a lei sobre o status de refugiado, para deixar de conceder o benefício aos estrangeiros que foram indiciados ou condenados em seus países.

    No dia 8 de janeiro de 2023, milhares de bolsonaristas invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, para exigir uma intervenção das Forças Armadas contra a posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Oliveira foi um dos 63 brasileiros que tiveram o seu pedido de extradição recentemente enviado pelo Brasil à Argentina. Ele e a esposa, Alessandra, foram condenados a 17 anos de prisão.

    Até meados de outubro 185 brasileiros haviam pediram refúgio na Argentina.

    Há um mês, porém, uma mudança nas normativas argentinas chamou a atenção. Em decreto publicado pelo governo de Javier Milei, estabelecia-se que o refúgio não será estendido a quem for denunciado ou condenado em seu país de origem “por um crime grave”.

    O governo argentino detalhou que seriam “atividades terroristas, violações graves dos direitos humanos ou qualquer ação que comprometa a paz e a segurança internacionais”.

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