Analistas preveem que o próximo levantamento, previsto para outubro, pode consolidar essa virada – SAIBA DETALHES DA PESQUISA
Brasília, 25 de setembro de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vive um momento de ascensão em sua gestão, conforme os últimos dados divulgados pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).
A pesquisa Pulso Brasil, realizada entre os dias 19 e 22 de setembro de 2025, com uma amostra de 2.500 eleitores em todo o território nacional e margem de erro de dois pontos percentuais, aponta que a aprovação do governo atingiu 50%, superando pela primeira vez a desaprovação, que ficou em 48%.
Esse resultado marca uma recuperação significativa em relação a levantamentos anteriores, como o de maio, quando a reprovação chegava a 54% e a aprovação a apenas 40%.
O crescimento na popularidade de Lula é especialmente notável entre os eleitores de centro, grupo tradicionalmente volátil em cenários políticos polarizados.
De acordo com a análise do Ipespe, o apoio nesse segmento saltou de 35% para 52% nas últimas semanas, impulsionado por medidas econômicas recentes, como a estabilização da inflação e avanços em acordos comerciais com a China.
Essa expansão reflete uma estratégia do governo para reconectar com moderados descontentes com questões como o alto custo de vida e a agenda ambiental, que haviam gerado desgaste no início de 2025.
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“O presidente está ampliando sua base além do eleitorado tradicional do Nordeste, onde a aprovação já beira os 60%, alcançando agora os centros urbanos do Sudeste,” destacou o coordenador da pesquisa, em entrevista ao CNN Brasil, veículo que divulgou os números com exclusividade na manhã desta quinta-feira (25/set).
Essa tendência positiva contrasta com picos de reprovação observados em março, quando 54% dos entrevistados avaliavam negativamente a gestão.
Naquele período, críticas à política econômica dominavam as respostas, com 58% dos brasileiros considerando que o país seguia no caminho errado.
Hoje, no entanto, 57% veem melhoras na trajetória fiscal, o que pode sinalizar um ponto de inflexão para as eleições de 2026.
Regiões como o Sul, historicamente mais críticas, ainda mostram desaprovação em torno de 55%, mas até lá há uma redução de 4 pontos em relação ao último trimestre.
Especialistas consultados pelo Valor Econômico atribuem parte desse otimismo a fatores externos, como a reação do governo brasileiro às ameaças comerciais do presidente norte-americano Donald Trump, que geraram uma onda de solidariedade nacional.
“A popularidade de Lula está se beneficiando de um contexto global instável, onde o Brasil se posiciona como voz moderada,” comentou um analista político em reportagem da CartaCapital, publicada em julho e atualizada com os novos dados.
O Ipespe, sediado em São Paulo, reforça que esses números indicam um saldo positivo inédito desde o início do mandato, abrindo caminhos para alianças com partidos de centro-direita no Congresso Nacional.
Enquanto isso, a desaprovação persiste entre faixas etárias mais jovens (16-24 anos), onde questões como emprego e educação ainda pesam.
A pesquisa completa está disponível no site oficial do instituto, e analistas preveem que o próximo levantamento, previsto para outubro, pode consolidar essa virada se a economia mantiver o ritmo de recuperação.
Para o Planalto, esses 50% representam não apenas um alívio, mas um trampolim para os desafios que virão.







