Pesquisa AtlasIntel aponta crescimento na popularidade em meio a tensões com os Estados Unidos, marcando o melhor índice desde outubro de 2024
Brasília, 31 de julho de 2025
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 50,2% em julho, conforme pesquisa da AtlasIntel, marcando o melhor índice desde outubro de 2024.
O aumento na popularidade ocorre em meio a uma crise diplomática desencadeada por ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
A reação firme de Lula, que defendeu a soberania do Brasil e prometeu retaliar com tarifas equivalentes, parece ter ressoado com a população, superando a desaprovação, que caiu para 46%.
A pesquisa destaca que o confronto com Trump reacendeu o sentimento nacionalista entre os brasileiros, enquanto uma parcela vê culpa de Bolsonaro e seu filho Eduardo na crise com os EUA.
Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, explicou que as ameaças de tarifas, motivadas pelo apoio de Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro, fizeram os brasileiros reavaliarem Lula sob a ótica da defesa dos interesses nacionais.
A tensão começou quando Trump acusou o Brasil de perseguir Bolsonaro, que enfrenta julgamento por suposta tentativa de golpe após a eleição de 2022.
A postura de Lula, que rejeitou qualquer interferência externa, foi vista como uma demonstração de força, conforme análise da New York Times.
A popularidade de Lula também foi impulsionada por sua habilidade em capitalizar a crise para reforçar a imagem de defensor da soberania.
Em entrevista à CNN, ele criticou Trump, chamando-o de “imperador” e afirmando que o Brasil não se curvará.
Enquanto isso, Bolsonaro e seus aliados, como seu filho Eduardo Bolsonaro, tentam culpar Lula pelas tarifas, mas a estratégia parece não ter surtido efeito, já que setores econômicos, incluindo exportadores de café e carne, temem os impactos das medidas de Trump.
A BBC relatou que o Brasil estuda retaliar com tarifas sobre produtos americanos, como combustíveis e máquinas, para proteger sua economia.
Com a eleição de 2026 se aproximando, o embate com Trump pode ser um divisor de águas para Lula, que já sinalizou interesse em buscar a reeleição.
A pesquisa da AtlasIntel sugere que a narrativa de resistência a pressões externas fortaleceu sua base, mesmo em um contexto de desafios econômicos, como a alta nos preços dos alimentos.
A crise, inicialmente vista como um risco, transformou-se em uma oportunidade para Lula se reposicionar como líder de um Brasil soberano, enquanto Bolsonaro enfrenta dificuldades para manter relevância política, conforme apontado pela Washington Post.









O Lula agradece a Jair, filhos et caterva pela competência nas ações e atos públicos praticados no Brasil e nos Estados Unidos a favor do Trump e contra o Brasil. A ficha já começou a cair, com força, no espírito e nas cabeças dos brasileiros, até entre parte da direita e dos bolsonaristas.
Cadeia já para todos.
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