Brian Kilmeade causou controvérsia ao propor medida extrema para lidar com o diagnóstico de pessoas em situação de rua com transtornos mentais – ASSISTA
Washington, D.C., 14 de setembro de 2025
O apresentador Brian Kilmeade, co-apresentador do programa matinal Fox & Friends da Fox News, causou controvérsia ao propor uma medida extrema para lidar com moradores de rua diagnosticados com transtornos mentais.
Durante uma discussão no ar, na quarta-feira (10/set), ele sugeriu “injeção letal involuntária… Ou algo assim. Simplesmente mate-os”.
A declaração ocorreu no contexto de um debate sobre o assassinato da refugiada ucraniana Iryna Zarutska, de 23 anos, esfaqueada fatalmente em 22 de agosto, em Charlotte, na Carolina do Norte.
O suspeito, DeCarlos Brown Jr., de 34 anos, um homem sem-teto com histórico de esquizofrenia e 14 prisões anteriores, permanece detido sem fiança na Mecklenburg County Jail.
Os co-apresentadores Ainsley Earhardt e Lawrence Jones analisavam falhas no sistema de saúde mental e apoio a vulneráveis, com Jones argumentando que bilhões de dólares foram investidos em programas, mas muitos recusam ajuda.
Ele defendeu institucionalização forçada ou prisão como soluções, ao que Kilmeade respondeu com a sugestão radical, sem interrupção imediata dos colegas.
O clipe viralizou no final de semana, gerando indignação em redes sociais e chamadas por demissão.
Em resposta à repercussão, Kilmeade se desculpou no ar durante o Fox & Friends Weekend, neste domingo (14/set). Ele admitiu: “Eu disse erroneamente que eles deveriam receber injeção letal. Peço desculpas por esse comentário extremamente insensível”.
O apresentador enfatizou que nem todos os indivíduos em situação de rua com problemas mentais representam ameaça, como no caso do agressor em Carolina do Norte, e que muitos merecem empatia e compaixão.
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REAÇÕES DAS MÍDIAS
Diversas veículos de mídia dos Estados Unidos cobriram o incidente nas últimas horas, destacando o tom desumanizador da proposta em meio a debates nacionais sobre crise de moradia e saúde mental.
A Rolling Stone descreveu a fala como endosso à eutanásia de desabrigados relutantes em tratamento, contextualizando-a no histórico criminal do suspeito e na falha de intervenções preventivas.
O Los Angeles Times focou na retratação, notando que o vídeo circulou amplamente no X (antigo Twitter) e reacendeu discussões sobre responsabilidade midiática em temas sensíveis.
O NBC News citou críticas de ativistas, como um defensor de sem-teto que chamou o comentário de “completamente desprovido de humanidade”.
O Daily Beast e o Politico enfatizaram o backlash crescente, com o primeiro rotulando a ideia como “sanguinária” e o segundo destacando o pedido de desculpas como admissão de escalada indevida no debate.
O Washington Post observou que a proposta ignora a complexidade do problema, incluindo vetores como abuso de substâncias e desconfiança em serviços públicos.
O Newsweek conectou o episódio a falhas sistêmicas em trânsito público e reincidência criminal, enquanto a Forbes apontou para o impacto em discussões sobre recursos governamentais.
O Media Matters transcreveu o diálogo integral, criticando a falta de contestação interna no programa.
Políticos como o deputado Don Beyer, da Virgínia, condenaram publicamente, recordando que mais de um milhão de crianças e veteranos integram a população sem-teto americana.
Essas coberturas, todas publicadas entre sábado (13/set) e domingo (14/sert), sublinham como o episódio expõe tensões em torno de políticas públicas, sem precedentes imediatos de punição interna na Fox News.








Que horror! Fala digna de um país que não está nem aí para seu povo!😲😲😲
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