O grupo automotivo franco-ítalo-americano multinacional une montadoras como ‘Fiat‘, ‘Jeep‘, ‘Peugeot‘ e ‘Citroen‘, e tem sede em Amsterdã, nos Países Baixos
A ‘Stellantis‘ anunciou um ciclo de investimentos de 30 bilhões de reais no Brasil entre 2025 e 2030 após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, nesta quarta-feira (6/5). O anúncio representa o maior plano de investimentos da história da indústria automotiva no Brasil e na América do Sul.
Os recursos serão destinados à renovação de carros existentes, novos lançamentos, tecnologia ‘bio-hybrid‘ e novos negócios. O Presidente do grupo automotivo franco-ítalo-americano multinacional na região, Emanuele Cappellano, enfatizou que os investimentos serão exclusivamente no Brasil.
O grupo reúne as marcas Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS, Fiat, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram e Vauxhall, com presença em mais de 130 países e produção em 30.
Os investimentos serão aplicados no lançamento de 40 novos produtos durante o período, como motores e carros, de acordo com a empresa. Isso inclui novos modelos e a renovação do portfólio atual, incluindo seus primeiros carros híbridos produzidos no país, além de elétricos e movidos a hidrogênio verde.
A montadora assegura que o plano é exclusivo do Brasil, onde a ‘Stellantis‘ produz em Betim (MG), Porto Real (RJ) e Goiana (PE).
O Polo Automotivo ‘Stellantis‘ em Betim é destacado como centro global da empresa para o desenvolvimento da tecnologia ‘Bio-Hybrid‘, que combina eletrificação e etanol, e é onde o grupo visa o desenvolvimento de produtos acessíveis à classe média, informa ‘O Globo‘.
O primeiro bio-hybrid está previsto para o segundo semestre deste ano. A ‘Stellantis‘ também apresentou quatro protótipos de tecnologia ‘Bio-Hybrid‘ em 2023, sendo um modelo 100% elétrico.
Em 2023, a ‘Stellantis‘ vendeu mais de 878 mil veículos na América do Sul, com liderança no mercado brasileiro.
A iniciativa de investimento e desenvolvimento tecnológico é uma resposta ao aumento da concorrência no mercado, com marcas chinesas anunciando planos de produção de modelos eletrificados no Brasil.
