
PUTIN, TRUMP, ZELENSKY E LULA
Ucraniano aceitou proposta, mas exige cessar-fogo na segunda (12) e rejeita concessões territoriais – SAIBA MAIS
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Moscou/Kiev/Whashington D.C., 11 de maio de 2025
Em meio à escalada de tensões na guerra entre Rússia e Ucrânia, líderes mundiais, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, intensificaram apelos por um cessar-fogo.
Lula, durante passagem por Moscou para as comemorações dos 80 anos do Dia da Vitória sobre os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conversou com Vladimir Putin no Kremlin, na sexta-feira (9/mai), quando defendeu a extensão do cessar-fogo de três dias, iniciado na data comemorativa de 8 de maio.
O estadista brasileiro reforçou a necessidade de diálogo para evitar mais perdas civis e ofereceu o Brasil como mediador, segundo fontes próximas à diplomacia brasileira. A proposta foi reiterada após apelo do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
Na sequência, no sábado (10/mai), líderes europeus se reuniram em Kiev com Zelenskyy e emitiram um ultimato a Putin, exigindo um cessar-fogo incondicional de 30 dias na Ucrânia a partir de segunda-feira (12/mai).
Mais tarde, Putin reuniu jornalistas no Kremlin para comentar as comemorações do Dia da Vitória no país e aproveitou para fazer uma proposta de conversações diretas com a Ucrânia.
Putin acusou Kiev de “sabotar” o cessar-fogo e citou mais de 9 mil violações ucranianas, incluindo ataques com drones em Kharkiv e Belgorod.
Apesar disso, Putin expressou abertura para negociações diretas em Istambul a partir de 15 de maio, desde que a Ucrânia aceite condições como a neutralidade militar e o reconhecimento da Crimeia como território russo.
O Kremlin enfatizou que qualquer acordo deve garantir a segurança das regiões anexadas.
Neste domingo, o jornal americano The New York Times informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, em pronunciamento, pediu que a Ucrânia aceite imediatamente a oferta de diálogo de Putin, argumentando que “prolongar o conflito é insustentável”.
Trump, que já havia pressionado por um cessar-fogo de 30 dias em abril, sugeriu que os EUA poderiam suspender ajuda militar a Kiev caso as negociações não avancem, visando priorizar uma solução rápida ntes de sua posse.
Nos minutos seguintes, o portal ucraniano Ukrinform destacou que Zelensky aceitou a proposta de cessar-fogo, mas apenas sob a condição de uma trégua incondicional de 30 dias a partir de 12 de maio, conforme ele e os líderes europeus haviam adiantado.
O presidente ucraniano rejeitou ceder territórios ou aceitar a neutralidade, afirmando que “a Ucrânia não negociará sob chantagem”.
Zelensky também acusou a Rússia de atacar infraestrutura civil em Sumy e Cherkasy durante a trégua, exigindo garantias internacionais para qualquer acordo.
Enquanto a Rússia busca consolidar ganhos territoriais, a Ucrânia resiste a concessões, e os EUA tentam equilibrar pressão diplomática com interesses estratégicos.
O apelo de Lula por mediação reflete o desejo global por uma pausa nas hostilidades, mas as acusações mútuas de violações dificultam a confiança necessária para um acordo duradouro.
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