Ex-presidente declarado inelegível construiu narrativa de que foi ele o responsável pela liberação para cruzar fronteira com o Egito
Após o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmar na manhã desta segunda-feira (13/11) que irá pessoalmente no aeroporto de Brasília, às 23h30, receber o último grupo de 32 brasileiros que foram repatriados pela ‘Operação Voltando Em Paz‘, o Palácio do Planalto debate se realiza, ou não, um evento para celebrar a chegada.
Contudo, já está previsto que o estadista receba o grupo para um café da manhã e tire fotos, conforme decidiu a Secom (Secretaria de Comunicação Social), conforme mostrou o portal ‘Metrópoles‘ através do ‘Blog do Noblat‘.
Segundo o jornalista, membros do governo Lula acham necessário uma mobilização para mostrar que foi Lula o responsável pela liberação, mas o chefe do Executivo resiste em realizar um evento de grandes proporções.
Noblat diz que o Presidente “demonstrou desconforto diante da tentativa de Jair Bolsonaro (PL) de explorar politicamente o caso“, quando “construiu a narrativa de que teve participação fundamental na autorização para os brasileiros cruzarem a fronteira com o Egito, fato ocorrido no domingo (12/11)“.
“Bolsonaro se encontrou com o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, e teria, segundo a versão dos bolsonaristas, intermediado a liberação”, lembra o jornalista.
A reação no governo Lula foi imediata, e a primeira-dama, Janja da Silva, foi uma das primeiras a se manifestar em defesa do trabalho do Itamaraty.
Pelo X (antigo Twitter), disse que a “única verdade é essa aqui”.
“A diplomacia brasileira, sob orientação do presidente Lula trabalhando para liberar os brasileiros que estão retidos em Gaza”, escreveu Janja.



