O presidente do PL disse que “não quer ter problemas”, que seguirá à risca as determinações do processo e que não fará contato alvos da ‘Operação Tempus Veritatis’
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se mostrou “muito abalado” e “indignado” com sua prisão, onde passou, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, mais de dois dias.
Ele foi preso em decorrência da arma sem registro de posse, além de uma pepita de ouro, provavelmente proveniente do garimpo ilegal, encontradas em sua residência durante a operação ‘Tempus Veritatis‘, deflagrada por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Valdemar disse que seguirá à risca a orientação de sua defesa, que é a de manter silêncio, devendo, segundo aliados, submergir e baixar o tom em relação ao magistrado, que é o relator da apuração sobre a tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A ordem é que, agora, o presidente do partido ao qual pertence Jair Bolsonaro, por ser um investigado, precisa mudar totalmente de postura. Ele já até disse a interlocutores que “não quer ter problemas”, segundo transcreve ‘O Globo‘, e que seguirá à risca as determinações do processo, inclusive a de não manter contato com o ex-presidente e os demais alvos.
Nesta semana, Valdemar discutirá com a defesa se apresentará um pedido para ter os contatos com o ex-presidente liberado pelo STF, pois ainda há dúvida se essa solicitação deve ser apresentada. A avaliação feita no PL é que as críticas de Valdemar sobre Moraes – após as operações da Polícia Federal que miraram deputados bolsonaristas – podem ter pesado nas decisões do ministro sobre o mandachuva partidário.
Há duas semanas, Valdemar defendeu o impeachment de Moraes e chamou o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de “frouxo”, por não enfrentar o magistrado. A avaliação que os próprios advogados fizeram ao presidente do PL é que esse tipo de manifestação só o atrapalha e inflama ainda mais o processo.

Na minha opinião esse tipo de comportamento agressivo em relação aos membros do STF não fede nem cheira, pois isso já vem de longe e me parece que nessa questão os membros do STF não se intimidam nem se ruborizam, muito menos perdem a sua isenção, na verdade esse tipo de comportamento é típico de investigados que têm culpa escancarada e estão se vendo acuados, com a quantidade farta de provas que os incriminam.
Exatamente!
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