Em “SC, SP e PR“, eles estão “vangloriando-se dos atentados golpistas“, diz a Presidenta do PT: “É para esses criminosos que a turma do Bolsonaro quer anistia, chantageando na Câmara e paralisando a pauta do Congresso” – Pessoas com mandado de prisão preventiva podem concorrer a cargos eletivos na administração pública
A deputada federal pelo Paraná e Presidenta do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, usou suas redes sociais neste sábado (14/9) para comentar a notícia de que “pelo menos três foragidos do 8/1 fazem campanha para vereador, em SC, SP e PR“.
Segundo a parlamentar, a notícia diz que todos estão “vangloriando-se dos atentados golpistas“, em que manifestantes bolsonaristas terroristas promoveram o famigerado quebra-quebra contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília, uma semana após a posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A gestora da legenda que o estadista ajudou a fundar na década de 1980 também afirmou que é “para esses criminosos que a turma do [ex-presidente Jair] Bolsonaro [(PL)] quer anistia, chantageando na Câmara [dos Deputados] e paralisando a pauta do Congresso [Nacional]”.
Por fim, Gleisi diz que “a denúncia da mídia [postada neste sábado (14/90] não pode ficar sem resposta” e pede “prisão já” aos criminosos, uma vez que eles tiveram prisão decretada, conforme explicado a seguir.
Veja abaixo e leia mais depois:

Pelo menos três foragidos do 8/1 fazem campanha para vereador, em SC, SP e PR, vangloriando-se dos atentados golpistas. É para esses criminosos que a turma do Bolsonaro quer anistia, chantageando na Câmara e paralisando a pauta do Congresso. Denúncia da mídia não pode ficar sem resposta. Prisão já!
— Gleisi Hoffmann (@gleisi.bsky.social) September 14, 2024 at 5:29 PM
Os três citados por Gleisi, conforme mostrou o g1 são o Pastor Dirlei Paiz (PL), de Blumenau (SC); Locutor Henrique Pimenta (PRTB), de Olímpia (SP); e Marcos Geleia Patriota (Novo), de Céu Azul (PR), que foi a PF (Polícia Federal) prendeu na tarde deste sábado (14/9).
Marcos, que é investigado por associação criminosa e teve mandado de prisão expedido em novembro de 2023, determinando que qualquer oficial de justiça ou autoridade policial “prenda e recolha” o golpista, foi conduzido para Foz do Iguaçu e sua prisão foi informada oficialmente ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Seu partido no município eleitoral, o Novo, disse em nota que o candidato “sempre manteve uma postura íntegra em sua vida pessoal e profissional“. Por lei, Marcos pode concorrer a cargos eletivos na administração pública, pois só há proibição para condenados com sentença judicial ou decisão colegiada de juízes, o que ainda pode vir a ocorrer.
Marcos, preso em Brasília no dia seguinte à depredação, foi solto dez dias depois, portando uma tornozeleira eletrônica. Ele disse ao portal de notícias que desconhecia a ordem de prisão. Os outros dois, com mandado em aberto e ainda livres, também são investigados pelo crime de associação criminosa. O advogado de Dirlei Paiz também citou desconhecimento, o Locutor Henrique Pimenta foi procurado por contas em redes sociais, mas não se manifestou, e o advogado que o representou no STF diz ter deixado a defesa.
As ordens de prisão estão no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As detenções não podem ocorrer, entretanto, a partir de 21 de setembro e até 8 de outubro, pois a lei eleitoral estabelece que, nesse período, nenhum candidato pode ser preso ou detido, exceto em flagrante.
