O presidente derrotado manteve filas zeradas apenas durante a campanha eleitoral e LULA já tem plano para organizar tudo com o Bolsa Família
Acabou as eleições e Jair Bolsonaro (PL) não ganhou. Assim, o programa de benefícios Auxílio Brasil, do governo do candidato derrotado e ainda presidente, voltou a registrar fila de espera. Segundo dados obtidos pela Folha de S. Paulo, 128 mil famílias entraram na lista em novembro, com cadastro aprovado pelo Ministério da Cidadania, mas ainda não foram atendidas.
De olho na reeleição, Bolsonaro se empenhou para ampliar o orçamento do bgenefício no segundo semestre, e só conseguiu manter as filas zeradas em agosto, setembro e outubro, durante os meses de campanha eleitoral. Em outubro, o número de beneficiários superou os 21 milhões, um recorde que se repetiu neste mês.
Ao turbinar o Auxílio Brasil, a campanha do presidente Bolsonaro esperava melhorar o desempenho eleitoral do presidente em regiões do país em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrava maior intenção de voto.
No formato atual, o Auxílio Brasil representa um gasto de R$ 13 bilhões por mês para os cofres públicos, com base nos dados de novembro, quando o programa atendeu 21,53 milhões de famílias e registrou a fila de 128 mil. Nesse nível mensal, o custo já consome todo o orçamento de R$ 157 bilhões estimado pelo PT. Ou seja, não há espaço para zerar a fila de espera nem para evitar que ela cresça.
O objetivo da equipe do presidente eleito é que famílias com um “perfil claro” para o Bolsa Família, mulheres com filhos, sejam prioridade no atendimento da fila. A expectativa é que, com a verificação de irregularidades do Auxílio Brasil haja mais espaço para colocar novas famílias no programa.
As mudanças nas regras e a volta do nome Bolsa Família devem ser feitas por medida provisória (MP) a ser elaborada nos primeiros dois ou três meses de governo, segundo integrantes da equipe de transição na área de assistência social.
