A Polícia Federal acredita ter evidências suficientes para concluir a investigação sobre presentes recebidos pelo ex-presidente que foram desviados do acervo presidencial e vendidos em lojas de joias nos Estados Unidos por seus aliados
Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, disse à Polícia Federal que entregou uma parte do dinheiro da venda de joias em mãos ao ex-presidente durante uma viagem oficial a Nova York em setembro de 2022.
Os recursos seriam referentes a relógios de luxo vendidos pelo tenente-coronel nos Estados Unidos, provenientes de presentes recebidos por Bolsonaro de autoridades estrangeiras.
O dinheiro teria sido entregue em espécie e parte dele foi repassado diretamente para Bolsonaro pelo próprio Mauro Cid, enquanto outra parte foi entregue a Bolsonaro por meio de um segundo-tenente, conforme noticiou o ‘Metrópoles‘.
Bolsonaro nega ter mandado vender ou recebido dinheiro referente à venda das joias, alegando que não costumava ter acesso aos presentes que recebia no exterior.
Fontes da Polícia Federal afirmam que o relatório final da investigação das joias deve apontar o indiciamento do general da reserva do Exército, Mauro Lourena Cid, no caso das joias sauditas, sendo a primeira vez que o militar aparece nas investigações como suspeito.
A investigação também apura a possibilidade do general ter utilizado o escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em Miami para vender as joias pertencentes à Presidência da República.
Mauro Cid, filho do general, e Jair Bolsonaro também estão na lista dos que devem ser indiciados no caso das joias, além de já terem sido indiciados no caso da suspeita de falsificação do cartão de vacina de Covid.
A lista de apontados pela PF deve ultrapassar quatro nomes, segundo fontes ligadas à apuração, e a investigação deve ser finalizada em breve.
