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Após Bolsonaro abandonar defesa técnica e partir para o confronto político, ele será preso em setembro, diz Kakay (vídeo)

    O ato esvaziado em Copacabana é o sinal de que Bolsonaro e seu bolsonarismo acabaram, avalia Kakay ao ICL Notícias, acrescentando que o ex-presidente reunirá ainda menos pessoas quando virar réu e ninguém mais quando estiver preso – ASSISTA

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    O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou ao ICL Notícias que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “abandonou a defesa técnica e partiu para um confronto político” em seu ato pró-anistia, realizado no domingo (16/mar), em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro.

    É inacreditável no momento em que nós temos marcado o julgamento do recebimento da denúncia, a agressividade com que se viu ontem naquele ato foi clara; o ato politicamente foi ótimo porque foi um fracasso absoluto“, afirmou Kakay ao portal, que postou a fala do advogado em sua conta na plataforma de microblog X (assista mais abaixo).

    Segundo Kakay, “o fracasso do ato pela anistia foi tão grande que fala por si”. Ele disse ainda que “a anistia ontem [domingo] tomou um tiro. Essa é a realidade, porque foi um fracasso, o ato“.

    Para o advogado, Bolsonaro se tornará réu por “unanimidade“, durante a votação sobre o parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que quer tornar logo Bolsonaro e aliados réus por tentativa de golpe de Estado.

    O julgamento está marcado para os dias 25 e 26, na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). O colegiado é composto por seu atual presidente ministro Cristiano Zanin Martins, além dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

    Kakay disse que está impressionado com a audácia do ex-presidente, a de realizar um “ato com quatro governadores de Estado, com uma fala super agressiva” e “inexplicável“. Por conta disso, o advogado afirmou que escreveu um artigo intitulado “Prenda-me se for capaz“, ainda a ser publicado.

    Kakay diz que o Brasil não vai parar com Bolsonaro na cadeia

    Eu cheguei a conversar com algumas pessoas sobre a hipótese de ser num momento de desespero, porque existe ainda um certo movimento que diz assim: “se prenderem o Bolsonaro, vocês vão parar, vão ver o Brasil parar.” Eu não acredito em nada disso“, afirmou Kakay.

    Eu acho que se tiver uma outra manifestação agora, em vez de 18 mil, vai ter entre 100 e 800 pessoas; na hora que ele virar réu, se tiver, vai ter 180 pessoas e a outra não vai ter manifestação porque ele vai estar preso“, disse o advogado.

    O momento é para a “prisão preventiva

    A situação é muito grave“, afirmou Kakay. “Me parece que é uma provocação mesmo. Eu sempre fui contrário à prisão preventiva. Você sabe a minha posição. Acho que a prisão preventiva é só quando realmente tem algo muito grave, mas eu achei extremamente grave a agressão ao Supremo, disse.

    O advogado arrisca dizer que Bolsonaro está buscando intencionalmente pela prisão preventiva para “polarizar e levar a coisa só para o lado político“.

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