
Montagem: JAIR BOLSONARO e ALEXANDRE DE MORAES
Ex-presidente reconhece fim da linha jurídica e modera tom contra Moraes em meio a investigações sobre trama golpista de 2022 – SAIBA MAIS
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Brasília, 14 de maio de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu, em entrevista ao UOL, que uma eventual condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas investigações sobre a trama golpista de 2022 seria o fim de sua trajetória jurídica, utilizando a expressão “game over” para descrever o cenário.
Ele destacou que, após decisão do STF, não há mais possibilidade de recursos, sinalizando a gravidade do momento.
Bolsonaro também afirmou que não repetiria o insulto “canalha” dirigido anteriormente ao ministro Alexandre de Moraes, indicando uma tentativa de evitar novos desgastes com a corte.
A fala reflete a pressão crescente sobre o ex-presidente, que já é réu por unanimidade na Primeira Turma do STF, conforme decisão de março, e ocorre após relativo silêncio, na sequência de uma manifestação pró-anistia esvaziada em Brasília, há uma semana.
O ato de quarta-feira (7/mai) viralizou nas redes com a expressão “Flopou!”, tendo sido considerado o pior de todos em número de público: cerca de 4 mil participantes (saiba mais aqui).
Além de reconhecer o impacto de uma condenação, Bolsonaro modulou seu discurso ao evitar críticas diretas ao STF, uma mudança estratégica em relação à postura beligerante adotada no passado.
Ele expressou preocupação em não “desgastar” a corte, sugerindo uma abordagem mais cautelosa enquanto aguarda o desenrolar do processo.
“Se eu for condenado, é game over, não tem o que fazer”, disse ele, conforme registrado por diversas fontes.
Essa retratação parcial ocorre em um contexto em que o ex-presidente enfrenta múltiplas frentes judiciais, incluindo investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e a tentativa de golpe para impedir a posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A moderação no tom pode ser uma tentativa de preservar apoio político enquanto negocia saídas para sua situação jurídica.
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O recuo de Bolsonaro também foi destacado por outras fontes, que contextualizam sua fala como parte de uma estratégia para mitigar danos à sua imagem pública e base eleitoral.
Segundo a CNN Brasil, o ex-presidente busca evitar confrontos diretos com o Judiciário em um momento em que sua inelegibilidade até 2030 já limita suas ambições políticas.
Além disso, o g1 informou que aliados de Bolsonaro avaliam que a moderação no discurso é uma tentativa de evitar agravamento de penas em processos em curso, especialmente diante de provas robustas coletadas pela Polícia Federal sobre a trama golpista.
“Não vou ficar batendo boca com o Supremo”, teria dito Bolsonaro, segundo interlocutores próximos, reforçando a mudança de tom.
A situação atual coloca o ex-presidente em uma encruzilhada, com o STF como peça central de seu futuro político e jurídico.












