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Após apoiador matar petista, Bolsonaro diz que esquerda acumula histórico de episódios violentos

    Em resposta ao presidente, o empresário e youtuber Thiago dos Reis lembrou a frase “vamos fuzilar a pretralhada” dita em 2018 por “Jair Diabo Bolsonaro”

    Jair Bolsonaro (PL) postou, na noite deste domingo (10/7), em seu perfil no microblog Twitter, sua primeira referência ao caso de seu apoiador que assassinou um apioador de LULA.

    O presidente usou uma mensagem de 2018 para dizer que dispensa “qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores” e pediu “a esse tipo de gente (…) que por coerência mude de lado e apoie a esquerda”, que acusou de acumular “um histórico inegável de episódios violentos”.

    Em resposta aos comentários presidenciais, o youtuber e empresário Thiago dos Reis relembrou a famosa frase “nós vamos fuzilar a petralhada do Acre”, dita pelo então candidato à Presidência da República, no ano de 2018, na Região Norte do País.

    Thiago dos Reis se referiu ao presidente como “Jair Diabo Bolsonaro”.

    O atual ocupante do Palácio do Planalto também recebeu várias respostas negativas de usuários da plataforma, como a do perfil @renepdescartes, que disse que “votar no Bolsonaro significa mais 4 anos de brigas, polarização, ataque aos poderes, risco a democracia, declarações polêmicas e mentiras”.

    A mesma conta na rede social prosseguiu dizendo que “votar no Lula o país pacifica, sem entrevistas polêmicas, sem polarização, sem discurso contra poderes, foco novamente na governança e economia“.

    Uma matéria publicada no UOL observou que Bolsonaro postou outro tuíte afirmando que “é o lado de lá [esquerda] que dá facada, cospe, destrói patrimônio, solta rojão em cinegrafista, protege terroristas internacionais, que desumaniza pessoas com rótulos e pede fogo nelas“.

    “No entanto“, diz o texto no portal, “são episódios de violência contra a esquerda, e não pela esquerda, que estão se acumulando na pré-campanha eleitoral“.

    A publicação lembra que “na última quinta-feira (7/7), uma bomba caseira com fezes foi lançada contra o público que acompanhava ato de Lula na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro“. E justamente neste evento, “Lula usou colete a prova de balas, sinal de um recrudecimento da segurança do pré-candidato“, diz o texto.

    Ainda sobre o assundo, “no mesmo dia, o carro do juiz responsável por mandar prender o ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, foi vandalizado com fezes de animais, estrume, terra e ovos“, lembra a matéria, que também menciona que “em 15 de junho, um drone atirou substância com forte odor em um ato de Lula em Uberlândia (MG)“.

    Bolsonaro minimiza falas que estimulam violência

    O texto diz ainda que Bolsonaro minimiza suas próprias falas estimulando a violência, como na manifestação feita hoje no Twitter, em que Bolsonaro também buscou minimizar falas anteriores, suas e de membros de sua família e governo, que banalizavam ou estimulavam violência.

    “Falar que não são esses e muitos outros atos violentos [da esquerda] mas frases descontextualizadas que incentivam a violência é atentar contra a inteligência das pessoas. Nem a pior, nem a mais mal utilizada força de expressão, será mais grave do que fatos concretos e recorrentes“, escreveu o chefe do Executivo.

    Como foi dito acima, por Thiago dos Reis, o evento da campanha eleitoral de 2018 no Acre, em que Bolsonaro disse: “Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre“, o portal lembra a sequência completa da fala na ocasião, que foi: “Vamos botar esses picaretas pra correr do Acre” ,quando “o então candidato pegou um tripé e simulou gesto de quem empunhava um fuzil e atirava“.

    Ao encerrar a série de postagens no Twitter neste domingo, Bolsonaro pediu que as autoridades apurem o caso e tomem as medidas cabíveis. “Assim como contra caluniadores que agem como urubus para tentar nos prejudicar 24 horas por dia“, concluiu. A declaração do presidente acontece horas após o caso vir a tona.

    文