Em setembro, um relatório parcial da investigação apontou “gestão caótica no controle de valores oriundos de acordos de colaboração e de leniência” homologados pela 13ª Vara de Curitiba, que foi comandada pelo então juiz federal
O ministro do STJ e corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, realizou em 2023 uma correição extraordinária na 13ª Vara Federal de Curitiba e no TRF-4, encontrando “irregularidades” referente a valores enviados à Petrobras durante a operação Lava Jato. Por conta disso, nesta segunda-feira (15/4) resolveu afastar os juízes Gabriela Hardt e Danilo Pereira Júnior, bem como os desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz e Loraci Flores de Lima.
Nesta terça-feira (16/4), conselheiros do CNJ decidirão se ratificam, ou não, a decisão de Salomão, sobre o afastamento dos amigos do hoje parlamentar. Como o atual senador pelo União Brasil do Paraná, Sergio Fernando Moro, deixou a magistratura em 2018, Salomão deve pedir também a instauração de um processo criminal contra o ex-juiz com base no que foi levantado.

Em setembro, foi divulgado um relatório parcial da investigação, apontando uma “gestão caótica no controle de valores oriundos de acordos de colaboração e de leniência” homologados pela 13ª Vara, que foi comandada por Moro. O documento também apontou que teria ocorrido uma falta de “dever de cautela, de transparência, de imparcialidade e de prudência de magistrados“.
Um dos fatos investigados trata do envio de recursos à Petrobras. Interlocutores do Supremo Tribunal Federal (STF) que acompanham as apurações afirmam que a correição conduzida pelo CNJ traz fatos novos sobre o repasse feito pela 13ª Vara de R$ 2,1 bilhões à estatal entre 2015 e 2018, sem controle rígido sobre a destinação dos valores.
