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Após 9 meses preso, deputado Bolsonarista promete deixar o STF em paz

    O então candidato a deputado federal pelo PSL, Daniel Silveira, se envolveu em sua primeira polêmica ao posar junto de aliados com uma placa quebrada com o nome de Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada, em 2018. Ao lado de Silveira estavam o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) e o ex-governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). Na época, Amorim escreveu uma postagem em suas redes sociais afirmando que Silveira quebrou ao meio a placa colocada em uma das esquinas da Praça Floriano, na Cinelândia, no centro do Rio, por apoiadores da vereadora. Ele defendeu que houve uma “depredação do patrimônio público” por parte de aliados de Marielle ao “removerem ilegalmente” a placa com o nome original, “colando uma placa fake”. “Cumprindo nosso dever cívico, removemos a depredação e restauramos a placa em homenagem ao grande marechal”. E conclui: “Preparem-se, esquerdopatas: no que depender de nós, seus dias estão contados”


    PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

    Detenção de Daniel Silveira, no âmbito das investigações contra os ataques antidemocráticos às instituições, foi revogada pelo próprio Alexandre de Moraes, que prometeu ao deputado convidá-lo à carceragem imediatamente, caso ele não mude seu comportamento

    Após 9 meses preso por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), sinalizou a aliados, conforme divulgado na coluna de Guilherme Amado, no Metrópoles, que pretende abandonar os ataques ao STF. O parlamentar teve sua prisão revogada nesta segunda-feira (8/11) por ordem do mesmo ministro.

    De acordo com a publicação, Silveira concordou com aliados governistas, em uma conversa com a menção à carta pública em que Jair Bolsonaro elogiou o ministro em setembro, que o momento atual é de deixar ataques de lado.

    O deputado foi preso por ameaças a ministros do Supremo, feitas no início do ano, quando chegou a afirmar que bateria na cara de Fachin com um “gato morto até ele miar“. Agora, mesmo solto, ele está impedido de usar as redes sociais ou se comunicar com outros investigados por atos antidemocráticos, do contrário “voltará à carceragem imediatamente“, conforme decisão de Moraes.

    A mãe do deputado tentou intervir, em meados deste ano, por meio de uma carta ao ministro pedindo desculpas pelo comportamento do filho: “Me encarreguei pessoalmente de cuidar desse assunto”, diz o texto em que ela afirmou que os ataques iriam acabar.

    A soltura de Silveira ocorre após 28 pedidos de revogação ou relaxamento de sua prisão, feitos por seus advogados, desde o dia 31 de agosto.

    Antes, Daniel Silveira passou uma breve temporada em prisão domiciliar, mas não correspondeu às regras do uso da tornozeleira eletrônica e teve que retornar aos aposentos carcerários, novamente por determinação de Moraes.

    Na nova decisão para soltar Silveira, Moraes ordena que a prisão seja substituída por duas medidas cautelares. O deputado não poderá ter contato com qualquer um dos demais investigados nos dois inquéritos em que foi incluído (Fake News e Milícias Digitais) nem poderá usar redes sociais, ou seja, está livre, mas não para falar. Segue censurado nas redes sociais, pois sua voz, segundo o ministro, é um perigo à Democracia.

    Placa de Marielle Franco

    Em 2018, o então candidato a deputado federal, Daniel Silveira, se envolveu em sua primeira polêmica ao posar junto de aliados com uma placa quebrada com o nome de Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada no mesmo ano.

    Ao lado de Silveira estavam o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) e o ex-governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).

    Na época, Amorim escreveu uma postagem em suas redes sociais afirmando que, juntamente com Silveira, havia quebrado ao meio a placa, colocada em uma das esquinas da Praça Floriano, na Cinelândia, no centro do Rio, por apoiadores da vereadora.

    Ele defendeu que houve uma “depredação do patrimônio público” por parte de aliados de Marielle ao “removerem ilegalmente” a placa com o nome original, “colando uma placa fake”. “Cumprindo nosso dever cívico, removemos a depredação e restauramos a placa em homenagem ao grande marechal”. E conclui: “Preparem-se, esquerdopatas: no que depender de nós, seus dias estão contados”.

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