Discurso na Avenida Paulista aumenta mal-estar entre magistrados e reacende debate sobre anistia do 8 de Janeiro – SAIBA MAIS
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Brasília, 8 de abril de 2025
No último dia 6 de abril, durante um ato pró-anistia na Avenida Paulista, em São Paulo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez um apelo direto ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo intervenção nas penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A fala, destacada por O Globo, intensificou o desconforto entre os magistrados da Corte, que já vinham lidando com divergências internas sobre o tema.
Michelle citou casos como o de uma idosa ré e de Cleriston Pereira da Cunha, que morreu preso aguardando julgamento, para reforçar sua defesa pela revisão das condenações. O apelo gerou reações imediatas.
Segundo a autora da matéria, Bela Megale, ministros do STF criticaram Fux por ter dado margem ao pedido ao sugerir, durante o julgamento de Jair Bolsonaro no mês passado, que as penas do 8 de janeiro poderiam ser exageradas.
A declaração do ministro, que até então alinhava-se ao relator Alexandre de Moraes em cerca de 500 condenações, foi vista como um ponto de inflexão, especialmente por ter ocorrido em um momento de alta exposição midiática.
A mudança de postura irritou colegas, que apontaram o timing como um erro estratégico diante da pressão bolsonarista por anistia.
Em tom emocional no discurso, Michelle pediu a Fux: “Não deixe outras pessoas morrerem!”. Um apelo como uma resposta à “tirania” atribuída a Moraes, que reflete o sentimento de apoiadores presentes no ato.
O caso expôs fissuras no STF, com Fux sendo acusado de “dar munição” à ex-primeira-dama ao questionar a proporcionalidade das punições.
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A tensão foi amplificada por outro episódio: durante o julgamento de Bolsonaro, Fux afirmou que os ministros julgaram os casos “sob violenta emoção” após os ataques e anunciou que revisaria a pena de 14 anos da cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida por pixar uma estátua do STF com batom.
Esse caso tornou-se símbolo da campanha bolsonarista, o que agravou a percepção de que o ministro abriu brecha para questionamentos políticos.
A cobertura do evento também chamou atenção para a presença de figuras como Jair Bolsonaro e seus filhos Carlos, Flávio e Jair Renan, conforme imagens publicadas pelas mídias e redes sociais.
O ato revelou a força do movimento pró-anistia, mas também evidenciou o desafio do STF em lidar com a politização de suas decisões.
Enquanto o Supremo enfrenta esse impasse interno, o apelo de Michelle Bolsonaro reacende o debate público sobre a legitimidade das penas e o papel do Judiciário em momentos de crise política.
A Corte agora precisa equilibrar a pressão externa com a coesão entre seus membros, em um cenário que promete novos desdobramentos.













O Fux gosta de soprar o apito pra cachorro. É como o escorpião: faz farte da sua natureza.
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