
O presidente norte-americano, Donald Trump | Reuters/Nathan Howard /// O Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun | Imagem reprodução /// O presidente da República Popular da China, Xi Jinping | Nhac Guyen /AFP
De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, o presidente americano mentiu ao afirmar que está negociando com a República Popular – ASSISTA E SAIBA MAIS
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Pequim, China, 25 de abril de 2025
A China refutou categoricamente as afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que estaria negociando ativamente com o governo chinês para reduzir tarifas e evitar uma recessão econômica.
Segundo autoridades chinesas, não há consultas ou diálogos em curso, e as declarações de Trump carecem de base factual.
A posição firme da China destaca a exigência de respeito mútuo e igualdade como pré-condições para qualquer futura negociação.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou em uma coletiva de imprensa, na quinta-feira (24/abr), que “China e Estados Unidos não realizaram consultas ou negociações sobre a questão das tarifas, muito menos chegaram a qualquer acordo” (assista no vídeo abaixo).
Ele classificou as alegações de Trump como “notícias falsas” e pediu que os EUA parem de “enganar o público” com informações infundadas.
Guo enfatizou que, para resolver o impasse, os EUA devem abandonar táticas de coerção e adotar uma abordagem baseada em “igualdade, respeito mútuo e benefício mútuo”, conforme também informou a agência de noticias Reuters.
Em linha com essa postura, o porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yadong, afirmou que “quaisquer alegações sobre o progresso das negociações comerciais entre China e EUA são tão infundadas quanto tentar agarrar o vento”.
Ele reforçou que, se os EUA desejam solucionar a questão, devem “cancelar completamente todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China” e buscar o diálogo em termos equitativos.
A declaração foi feita em resposta às alegações de Trump de que as tarifas de 145% sobre produtos chineses seriam reduzidas “substancialmente” após conversas com o presidente Xi Jinping, segundo a AP News.
A China Daily, jornal estatal, também publicou em 24 de abril uma nota reforçando a posição de Guo Jiakun, destacando que “não há verdade” nas afirmações de Trump sobre negociações diárias com a China.
A China permanece aberta ao diálogo, mas apenas sob condições de igualdade, rejeitando qualquer tentativa de pressão ou intimidação por parte dos EUA.
Enquanto Trump insiste em um discurso otimista, alegando “200 acordos” tarifários e conversas com Xi, as autoridades chinesas mantêm um tom desafiador.
Xi Jinping, em um discurso recente, condenou o uso de tarifas como ferramenta econômica, argumentando que elas prejudicam todas as partes envolvidas e não levam a resultados sustentáveis.
Ele reiterou a disposição da China para o diálogo, mas alertou que o país “lutará até o fim” se necessário, especialmente diante de medidas unilaterais, publicou a Nikkei Asia.
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A ausência de negociações confirmadas agrava as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
As tarifas americanas de 145% sobre importações chinesas e as retaliatórias chinesas de 125% sobre produtos americanos continuam a alimentar temores de uma recessão global, com analistas apontando impactos negativos em consumidores e empresas de ambos os lados, reforça a BBC.
A China, por meio de suas declarações oficiais, deixa claro que qualquer avanço nas relações comerciais depende de um recuo significativo dos EUA em sua política tarifária.
Até que isso ocorra, as autoridades chinesas prometem manter sua postura de resistência, sem ceder às pressões de Washington.












