Presidente dos EUA disse publicamente a jornalistas que pretende assumir Gaza e, para fortalecer sua ideia, acrescentou que todos os palestinos devem deixar o enclave que “nunca funcionou“, pois é “tudo morte“, vem “acontecendo a anos” e “vai acontecer de novo” – SAIBA MAIS
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (4/jan), ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que seu governo “assumirá” a Faixa de Gaza, após afirmar que o enclave é um lugar de morte e a morte voltará a acontecer.
“Os Estados Unidos assumirã0 a Faixa de Gaza e faremos um bom trabalho”, disse Trump, conforme transcreveu a CNN Politics. “Nós vamos desmantelar todas as bombas perigosas e outras armas que não explodiram no local, nivelar tudo e destruir os prédios desmoronados”, afirmou, segundo texto de Kevin Liptak.
Segundo o jornalista, Trump não descartou a possibilidade dee enviar tropas dos EUA para Gaza, ao ser questionado por um repórter: “No que diz respeito a Gaza, faremos o que for necessário. Se for necessário, faremos isso. Vamos assumir aquela parte que vamos desenvolver”, disse o republicano.
“Vejo uma posição de propriedade a longo prazo, e vejo isso trazendo grande estabilidade para essa parte do Oriente Médio, e talvez para todo o Oriente Médio,” disse Trump aos repórteres. “Essa não foi uma decisão tomada levianamente. Todos com quem conversei adoram a ideia de os Estados Unidos possuírem aquela parte de terra, desenvolvendo e criando milhares de empregos, com algo que será magnífico”. Trump disse que estudou a questão “de perto, por muitos meses”.
Antes, Trump disse que os palestinos devem ir para outros países que os acolham, acrescentando que a Jordânia e o Egito o farão. Em um recorte de vídeo que circula nas redes sociais, o republicano diz: “Por que eles iriam querer voltar?” O presidente dos EUA ouviu um dos repórteres responder: “Porque é a casa deles”, mas o ignorou e disse que “o lugar tem sido um inferno”. Trump insistiu que os palestinos não devem voltar para Gaza.
“Eu acho que a Jordânia e o Egito vão [aceitá-los]. Eu sei que eles falaram sobre isso com vocês e dizem que não vão aceitar. Eu digo que eles vão, mas acho que outros países também aceitarão”, disse Trump. “Acho que Gaza pode ser um local de demolição neste momento. Se você olhar para Gaza, mal existe um prédio de pé e os que estão vão desabar. Você não pode viver em Gaza agora e acho que precisamos de outro local. Acho que deve ser um lugar que faça as pessoas felizes”.
“Ao longo das décadas, foi só morte em Gaza. Isso está acontecendo há anos. Só morte. Se pudermos encontrar uma área bonita para realocar as pessoas permanentemente em casas boas, onde possam ser felizes e não sejam baleadas, não sejam mortas, não sejam esfaqueadas, como está acontecendo em Gaza…”, disse Trump.
Trump expressou preocupação com a situação perigosa em Gaza, mencionando explosivos e túneis desconhecidos, e discutiu a possibilidade de realojar pessoas, assim como a situação na fronteira do México, destacando a presença de 10 mil soldados que, segundo ele, farão um bom trabalho, assim como o Canadá, que também foi mencionado.
E disse que a situação em Gaza é extremamente difícil, e as pessoas não deveriam retornar, pois a vida lá tem sido insuportável, semelhante a um inferno. A única razão para desejarem voltar é a falta de alternativas.
Segundo Trump, se as pessoas tivessem uma alternativa, prefeririam não voltar para Gaza, que tem sido um lugar infernal. E pareceu argumentar com deboche sobre a criação de “um local seguro e bonito” em países como Jordânia ou Egito, onde os palestinos possam viver sem medo de morrer.
O republicano disse que, com o apoio financeiro de nações ricas, é possível construir áreas de habitação de qualidade. No entanto, também expressou que as próprias nações estão relutantes. Enquanto o presidente dos EUA falava, Netanyahu, sentado ao seu lado, sorria. O líder israelense, sob pressões conflitantes em Israel, estava em Washington para averiguar exatamente como Trump se posicionaria sobre a próxima fase do cessar-fogo em Gaza.
As visões sombrias de Trump sobresobre um lar permanente em algum local para os palestinos certamente serão assunto para os aliados de extrema direita do líder israelense, que pediram a Netanyahu que abandonasse a trégua temporária que foi estabelecida no mês passado.
Trump se atribuiu crédito pelo acordo de reféns por cessar-fogo firmado nos dias anteriores à sua posse – e até mesmo funcionários da administração Biden reconheceram que a iminente chegada de Trump ajudou a aplicar pressão sobre Israel e Hamas. Netanyahu elogiou os esforços de Trump: “Acho que o presidente Trump acrescentou grande força e liderança poderosa a esse esforço,” disse.
Mas por toda sua pressa em conseguir o acordo, Trump ainda precisará supervisionar as duas fases restantes do plano de três. Ele não soou particularmente confiante um dia antes de se encontrar com Netanyahu: “Não tenho garantias de que isso vai se manter,” disse o republicano a repórteres: “E já vi pessoas sendo brutalizadas. Ninguém nunca viu nada parecido com isso. Vamos ver o que acontece. Estamos lidando com pessoas muito complicadas, mas um acordo pode absolutamente ser feito,” disse.
“Eu gostaria de ver a Jordânia, eu gostaria de ver o Egito aceitarem alguns,” disse Trump novamente. “A questão de Gaza não funcionou. Nunca funcionou”, afirmou repetidamente. Segundo o jornalista que trascreveu sua fala, o presidente dos EUA anseia abertamente por um Prêmio Nobel da Paz.
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