Ao defender Lula, Fachin compara o bolsonarismo a cavalo de Tróia com fake news e violência

17/08/2020 1 Por Redação Urbs Magna
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Em um encontro online nesta segunda (17), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin lembrou que defendeu a candidatura de Lula nas eleições presidenciais ocorridas em 2018 e acrescentou que, se tivesse concorrido teria feito bem à democracia brasileira, referindo-se a seu voto, naquele ano, a favor da possibilidade.

Em longo discurso durante a abertura do Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, o magistrado também relacionou alguns políticos atuais ao bolsonarismo que espalha fake news, acusa opositores de criminosos e incita à violência – um cavalo de Tróia (termo usado por Fachin) que prometeu transformar o Brasil, mas que, como nos lembram as lendas ‘Ilíada’ e ‘Odisséia de Homero’, veio recheado com ameaças ocultas; um estratagema para a conquista do Palácio do Planalto.

De acordo com matéria na seção ‘Política’ do jornal ‘Valor Econômico’, o ministro mencionou o caso durante argumentação sobre sua identificação de ameaças à democracia brasileira. No encontro virtual, Fachin teria dito que “a derrocada autoritária no país começou em 2018” e que seria importante para a democracia se houvesse “equanimidade entre candidatos para disputar eleições“.

O império da lei igual para todos é imprescindível, especialmente para não tolher direitos políticos. No julgamento no TSE em que esteve em pauta a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fiquei vencido, mas mantenho a convicção de que não há democracia sem ruído, sem direitos políticos de quem quer que seja. Não nos deixemos levar pelos ódios“, afirmou Fachin.

Ao tomar conhecimento da fala do ministro, a presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), deputada Gleisi Hoffmann, cobrou, em seu perfil no microblog Twitter, que o magistrado decida em favor de Lula e contra o ex-juiz da 13ª vara de Curitiba, Sérgio Moro, declarando seu voto pela suspeição.

Moro condenou Lula em processo duvidoso, na opinião da grande maioria de juristas brasileiros e internacionais, e a consequência foi sua prisão por 580 dias, o que abriu caminho para a eleição de Jair Bolsonaro seguida do bolsonarismo.

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