Antonio Tabet larga o ‘equivocado’ Ciro e declara ‘voto útil’ em ‘LULA Lá’ contra Bolsonaro, o ‘sádico’

O Brasil “enlouqueceu”, diz o humorista que aderiu à onda que busca eleger LULA no domingo (2) contra “o país de milícia, de morte e do mal”

O humorista Antonio Tabet está convencido de que a melhor opção nesta eleição presidencial será votar em LULA. O influenciador é o mais novo adepto do movimento em favor do ex-pesidente, o ‘voto útil’, que, buscando garantir sua vitória já neste domingo (2/10), está causando uma debandada de eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) para o candidato do PT, que é o líder de todas as pesquisas de intenções de voto.

A decisão de Tabet pode influenciar uma parcela do eleitorado a seguí-lo, pois ele tem grande visibilidade nas redes sociais, tendo já sido considerado uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil pela revista IstoÉ e um dos 15 brasileiros mais influentes na internet pela revista GQ. Isso devido ao seu histórico nos canais Desimpedidos e Porta dos Fundos, no talk show Show do Kibe no canal TBS, no programa Caldeirão do Huck da Rede Globo e por seu blog de humor Kibe Loco. O humorista também é lembrado por ter sido vice-presidente de comunicação no Clube de Regatas do Flamengo, de 2015 a 2017.

Tabet considera que sua adesão será melhor para o Brasil acabar de vez com a possibilidade do presidente Jair Bolsonaro (PL) passar para o segundo turno e amplificar suas acusações infundadas contra o processo eleitoral. O Brasil “enlouqueceu”, diz o humorista que trocou o pedetista por LULA, contra “o país de milícia, de morte e do mal“, presidido pelo “sádico” e “perverso” presidente, conforme escreveu em uma longa thread no Twitter. Leia a seguir:

“Se, há alguns anos, Gregório Duvivier me dissesse que eu apoiaria o Lula no futuro, eu diria que ele enlouqueceu. Por outro lado, se eu dissesse pro Gregório que Lula seria novamente candidato, com o Alckmin de vice e apoiado pela Marina, ele diria que eu enlouqueci. O fato é que nem eu, nem ele, nem Alckmin e tampouco Marina enlouquecemos. Quem enlouqueceu foi o país.

O Brasil, ditado por um louco, descarrilhou. Porque Jair Bolsonaro não é um lunático de devaneios ou ausências. Jair Bolsonaro é sádico, perverso, inconsequente. Derrotar Bolsonaro de forma categórica não é para evitar falsas alegações de fraude que respingariam em deputados e senadores. Convenhamos: quem acredita em mamadeira de piroca, terra plana e integralista fantasiado de padre acredita em qualquer teoria conspiratória.

Vencer o atual governo de maneira emblemática é compulsório porque expõe o desejo popular de restituir uma identidade perdida. O Brasil, que já foi sinônimo de natureza, da alegria e do Carnaval, hoje, é o país de milícia, de morte e do mal. A nação precisa de muito, mas não de um senhor de engenho. Precisa de humanidade. Não precisa da crueldade de quem nomeia uma mulher machista para mulheres, um racista para negros, incultos para a cultura, um ecocida para o meio-ambiente e ignorantes para a educação.

Há algum tempo, disse publicamente que votaria em Ciro Gomes a menos que houvesse chance de derrota de Bolsonaro no 1º turno. E há. Além disso, não pude ignorar uma campanha equivocada, de prioridades questionáveis, que expôs um comediante, meu amigo e meu sócio. O alvo é outro. Falo com a propriedade de quem foi vítima do primeiro atentado terrorista depois da ditadura. Foram três coquetéis molotov que cercearam a liberdade dos meus filhos diante da negligência de Sérgio Moro. Os autores, extremistas de direita, seguem soltos.

Quem me segue sabe que sempre fui crítico em relação aos governos passados. De Fernando Henrique a Temer. E nunca fiz vista grossa para os escândalos revelados durante os mandatos do PT. O Brasil nunca foi exemplo de honestidade. O Brasil nunca foi exemplo de penitência. O Brasil nunca foi exemplo de educação. Mas o Brasil de Bolsonaro é o pior dos maus exemplos. É um exemplo mau. Ameaça a paz, a segurança, as instituições, as minorias e a democracia.

Em 1994, não votei em Lula. Em 1998, não votei em Lula. Em 2002, não votei em Lula. Em 2006, não votei em Lula. Em 2022, votarei em Lula. Afinal, quero continuar votando (ou não votando) em quem eu quiser”. Espero que, se eleito, Lula encare o mandato não como um cheque em branco, mas como oportunidade de repetir acertos e evitar erros. Além, claro, de não governar só para os seus. Que seja o presidente dos seus, dos meus, de Ciro, Simone e de todos aqui. E Lula lá.

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