Cantora foi estopim da ‘CPI do Sertanejo’ – série de investigações de shows pagos com verba de prefeituras
“Eu já recebi propostas, eu e meu irmão. ‘Você cobra tanto, aí eu vou e pego um pedaço.’ Eu falei não”, disse ela [a cantora Anitta] em entrevista ao Fantástico“, conforme transcrição feita em uma matéria sem edosso jornalístico, no jornal Folha de S. Paulo.
A mídia mencionou a “conversa” que irá “ao ar neste domingo (5/6)”, mas que “teve trecho exibido no horário do Jornal Nacional deste sábado (4/6).
Veja abaixo e leia mais a seguir:
Trecho do Jornal Nacional, exibido neste sábado (5/6)A artista se referiu à “CPI do sertanejo“, a “série de investigações de shows de sertanejos pagos com verba de prefeituras em todo o país, com em investigação em Roraima, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso“, diz o texto no jornal.
“Foi revelado que a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro, uma cidadezinha mineira, pagaria ao cantor Gusttavo Lima um cachê de mais de R$ 1 milhão, com uma verba que deve ser destinada somente a saúde, educação, ambiente e infraestrutura“, menciona a matéria como exemplo da fraude semelhante à “rachadinha”.
“Hoje, 29 cidades pelo país têm shows investigados pelo Ministério Público“, acrescentam os editores da publicação, que prosseguem: “…a maioria deles são de eventos de Gusttavo Lima, mas Xand Avião e Wesley Safadão também aparecem entre os cachês suspeitos“.
No vídeo a seguir, o repórter Eduardo Moura questiona, na TVFolha: “Por que Cultura é um tema que parece ser tão sensível para o governo Bolsonaro e para os seus apoiadores?“
Moura explica polêmicas em torno das leis Rouanet, Paulo Gustavo e Aldir Blanc.
“A polêmica mais recente envolvendo a Lei Rouanet começou com uma piada. E a brincadeira sobre uma tatuagem íntima de Anitta acabou desencadeando uma crise entre os cantores sertanejos. Afinal, por que se gasta dinheiro público com cultura?“, diz um lead no Twitter sobre a reportagem no YouTube:

As rachadonas sempre existiram com prefeitos sujos.
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