Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

“Querem anistia para tentar outro golpe”: opinião é conclusiva após ações bolsonaristas inéditas no Congresso

    Clickable caption
    Alexandr Wang
    A frase “Querem anistia para tentar outro golpe” circula amplamente nas redes sociais após as ações antidemocráticas de parlamentares bolsonaristas no Congresso Nacional, o que demonstra que a opinião pública sobre o tema tem sido conclusiva | Imagem reprodução/X


    Perfis das plataformas digitais, os chamados termômetros sociais, veem com estranheza o tumulto criado por homens públicos, escolhidos pelo povo para defendê-lo, tomando direção oposta para abraçar o golpismo



    Brasília, 09 de agosto de 2025

    As recentes e atípicas cenas de tumulto no Congresso Nacional marcaram uma nova fase da oposição bolsonarista. Deputados e senadores, em protesto direto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocuparam as mesas diretoras dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, paralisando os trabalhos legislativos.

    A ação, que durou mais de 24 horas, foi motivada pela pressão para que fossem pautados projetos de interesse da ala de direita, incluindo a anistia para os presos do 8 de janeiro e a abertura de um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

    As plataformas sociais e a opinião pública acompanharam com estranheza a manobra de homens públicos eleitos para legislar, mas que tomaram a direção oposta para abraçar o golpismo.

    A frase “Querem anistia para tentar outro golpe” circula amplamente nas redes sociais após as ações antidemocráticas de parlamentares bolsonaristas no Congresso Nacional, o que demonstra que a opinião pública sobre o tema tem sido conclusiva.

    Com o líder do golpismo, segundo o STF (Supremo Tribunal Federal), preso e sem voz, o encanto populista da oposição perde efeito.

    O principal ponto de pauta da mobilização foi o Projeto de Lei que visa conceder anistia a todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, além de potencialmente beneficiar o próprio Jair Bolsonaro e anular sua inelegibilidade.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), após intensas negociações, conseguiu retomar os trabalhos, mas negou que a decisão tenha sido condicionada à votação da anistia.

    Motta afirmou que a pauta será discutida no Colégio de Líderes, sem “imposição e sem chantagem“, mas a oposição, liderada por parlamentares como Rogério Marinho (PL-RN) e Marcel van Hattem (NOVO-RS), manteve a pressão pela aprovação do projeto, argumentando ser uma medida de “conciliação“.

    A manobra, que incluiu parlamentares como Zé Trovão (PL-SC) e Júlia Zanatta (PL-SC), gerou forte reação de governistas e analistas políticos. Deputados de diferentes bancadas classificaram o ato como um “motim” e uma “baderna”, quebrando o decoro parlamentar e agredindo a instituição democrática.

    A ação física de ocupar a Mesa Diretora é vista por alguns como um movimento muito mais radical do que as obstruções tradicionais, remetendo aos atos golpistas de 8 de janeiro.

    Embora o tumulto tenha se dissipado e o trabalho legislativo tenha sido retomado, e também com a decisão pela suspensão de vários parlamentares bolsonaristas afoitos, a tensão política persiste.

    A pressão pelo projeto de anistia e a ofensiva para enfraquecer o STF continuam sendo as principais estratégias da oposição, que busca reverter o cenário jurídico desfavorável ao seu líder.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading