Pressão sobre Hugo Motta feita no domingo (6/abr) na Paulista revelou tensões políticas entre PL e Centrão – SAIBA MAIS
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Brasília, 7 de abril de 2025
“Previsto para juntar mais de um milhão de pessoas em SP, ato pela anistia que beneficiaria Jair Bolsonaro reuniu apenas 45 mil, confirmando que esta não é uma “pauta das ruas”, escreveu em sua conta oficial na plataforma de microblog X o jornalista da Rede Globo, apresentador e editor-executivo do Bom Dia Rio, Flavio Fachel.
“Resta ver como a Câmara dos Deputados irá se comportar“, completou Fachel, que apontou um link para a leitura de uma matéria do colega de emissora Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e articulista do g1.
Segundo Guedes, a pressão bolsonarista sobre Hugo Motta, para que o presidente da Câmara paute a votação da PL da Anistia, que beneficiaria Bolsonaro, vista na Paulista no domingo (6/abr), na verdade acabou por implodir pontes do PL com o Centrão. “Com público de 45 mil pessoas e mais do mesmo, ato sinaliza que Bolsonaro quer dar as cartas em 2026“, acrescentou.
Previsto para juntar mais de um milhão de pessoas em SP, ato pela anistia que beneficiaria Jair Bolsonaro reuniu apenas 45 mil, confirmando que esta não é uma "pauta das ruas". Resta ver como a Câmara dos Deputados irá se comportar. #Golpe #Anistia https://t.co/nIeK7coQEa
— flaviofachel (@flaviofachel) April 7, 2025
A manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intensificou a pressão sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que paute o projeto de lei da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Segundo o blog de Octavio Guedes, o evento, que reuniu cerca de 44,9 mil pessoas conforme estimativa da USP, acabou por implodir as pontes entre o PL, partido de Bolsonaro, e os partidos do Centrão, grupo político essencial para articulações no Congresso.
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A postura agressiva de aliados de Bolsonaro, como o pastor Silas Malafaia, que criticou duramente Motta, foi vista como um erro estratégico que afastou potenciais apoios.
Durante o ato, Malafaia acusou Motta de bloquear a tramitação da anistia ao pressionar líderes partidários do Centrão a não assinarem o requerimento de urgência, necessário para acelerar a votação.
O pastor chegou a dizer que Motta “envergonha o povo da Paraíba“, elevando o tom das críticas. Essa abordagem foi interpretada como uma tentativa de intimidação, o que, segundo aliados do governo Lula, praticamente enterrou as chances de aprovação do projeto. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou: “Alguém acha que Hugo Motta, depois desses ataques, vai pautar esse projeto? Claro que não.”
O Centrão, que historicamente negocia apoio em troca de benefícios como emendas parlamentares, reagiu mal à pressão pública. Líderes indicaram que a estratégia do PL irritou os caciques do bloco, dificultando a obtenção das 257 assinaturas necessárias para levar a proposta ao plenário.
A manifestação, embora significativa, ficou aquém das expectativas bolsonaristas, que almejavam reunir até 1 milhão de pessoas. O Monitor do Debate Político da USP estimou 44,9 mil participantes, enquanto o Datafolha apontou 55 mil. Além de que estes quantitativos representam tão somente, aproximadamente, ínfimos 0,02% de todo o povo brasileiro.
A última pesquisa Quaest, divulgada no sábado (6/abr), revelou que 56% dos brasileiros são contrários à anistia, reforçando a percepção de que o ato não conseguiu o respaldo popular esperado. Para o governo, representado por figuras como a ministra Gleisi Hoffmann, o evento foi uma “apologia ao golpe“.
No Congresso, a pressão sobre Motta não surtiu o efeito desejado pelos bolsonaristas. O presidente da Câmara sinalizava resistência, priorizando o equilíbrio político e evitando confrontos com o STF e o Executivo. E o vice-presidente da Casa Legislativa da câmara baixa, Altineu Cortês (PL-RJ), desafiou Motta no palco, afirmando que a proposta seria pautada pela “maioria“, mas líderes afirmaram não haver clima para avançar o projeto, mesmo com a presença de governadores aliados como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
O resultado do ato foi o isolamento político do PL. A postura agressiva contra Motta, que controla a distribuição de emendas e mantém boa relação com o Centrão, minou a articulação para a anistia. Bolsonaro tentou, sem sucesso, envolver governadores na pressão, mas a falta de consenso e o desgaste com o Centrão prevaleceram. Adversários do ex-presidente, como o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, celebraram o fracasso, apontando que o evento “foi fraco” e reforçou a rejeição à proposta.












