A Primeira-Dama do Brasil, Rosângela Lula Silva, postou uma foto em que beija a testa de Anielle Franco, imediatamente após o caso vir à tona, nesta quinta-feira (5/9), com a divulgação de nota por ONG de apoio às mulheres vítimas do tipo de crime
As denúncias de assédio sexual que desmoralizam Silvio Almeida, 48, e o desqualificam para o comando do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, já eram do conhecimento do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 78, há semanas, antes de virem à tona, nesta quinta-feira (5/9), diz Malu Gaspar, no Globo.
A própria ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, 40, apontada por uma reportagem do Metrópoles como uma das vítimas do tipo de crime que repercutiu em nota da ONG Me Too, conversou sobre o assunto com a Primeira-Dama do Brasil, Rosângela Lula Silva, 58.
Além de Janja, também seriam conhecedores do tema outros gestores da Esplanada dos Ministérios, como o da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, 52, e o da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius Carvalho, 46.
A colunista do jornal observou que, mais cedo, durante agenda pública, Almeida já havia afirmado, sem se referir a nenhum caso específico, que não vai “abrir mão de ser ministro” porque é “o único homem preto da Esplanada dos Ministérios e do Presidente Lula.
A publicação de Igor Gadelha diz que Almeida tocava na perna, dava beijos inapropriados e usava palavras de cunho sexual e baixo calão com Anielle, que contou tudo à Janja, que teria prometido resolver com Lula.
Contudo, uma outra observação feita no texto de Malu Gaspar cita disputa espaço no governo entre Almeida e Anielle, que seriam “inimigos políticos” e que pode colocar o tema sob a análise de outros instrumentos.
A colunista chama a atenção para o fato de que ambos aparecem em uma foto, posicionados em lados opostos, durante a Conferência da Diáspora Africana nas Américas, em Salvador, em 31 de agosto.
Na quarta-feira (28/8), o portal de notícias UOL também levou ao ar uma reportagem sobre casos de assédio moral no MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania), onde dez casos foram reportados até janeiro deste ano, o que resultou em sete arquivamentos e três permaneciam abertos até julho.
Ao menos 52 pessoas deixaram o MDHC desde o início do governo Lula, várias delas por condutas inadequadas por parte de Almeida e assessoras, diz a matéria. Após a divulgação da primeira reportagem, aliados de Almeida elaboraram um abaixo assinado em defesa do ministro e em ataque à imprensa, contra o “racismo de indivíduos maliciosos e instituições midiáticas não nos deixam descansar justa e pacificamente”.
“Não é admissível que o único ministro negro, e sua equipe, tenham sempre que lidar com acusações falsas e ataques baixos”, dizia o texto.
No meio da noite desta quinta-feira, Janja postou uma foto beijando a testa de Anielle.

