Em depoimento a ser realizado, o ex-ministro da Justiça poderá dar detalher sobre a minuta de golpe encontrada em sua residência e sobre possível prontidão para a decretação de estado de defesa no TSE e alteração do resultado do pleito que elegeu Lula
O ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), que atuava na pasta da Justiça e Segurança Pública, o policial federal Anderson Torres, se sente abandonado pelo ex-presidente e, por conta disso, “as chances de uma possível delação” à Polícia Federal são uma possibilidade real, afirma o comentarista Gerson Camarotti, no Bom dia Brasil, da rede Globo.
Segundo o jornalista, “a preocupação maior desse núcleo mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro é que já há recados de que Anderson Torres está se sentindo abandonado. Então ninguém sabe ao certo já nesse primeiro momento como vai ser o comportamento de Torres“, afirmou.
Torres também foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, pelo governador afastado Ibaneis Rocha (MDB), no mesmo dia dos atos de ‘8 de Janeiro‘, quando foi acusado de omissão.
Quando teve a prisão decretado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que determinou busca e apreensão na casa do bolsonarista, a Polícia Federal encontrou uma minuta de golpe para decretar estado de defesa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o objetivo de alterar o resultado da eleição presidencial de 2022.
