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    “Entreguista e subordinado a Trump”: jornalista colombiano expõe temores da esquerda com novo governo

    — calculando —
    Abelardo de la Espriella, Donald Trump e Antonio Morales

    📷 O novo Presidente da COLÔMBIA, Abelardo de la Espriella / Imagem reprodução redes sociais | O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump / Foto: Brendan Smialowski/AFP (Agence France-Presse)| Ao fundo, o jornalista, antropólogo e escritor colombiano Antonio Morales – diretor independente e apresentador do ‘Café Picante’ – durante apresentação de sua matéria / Imagem reprodução / TeleSur


    | Bogotá (CO)
    05 de julho de 2026

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Em meio à proclamação de Abelardo de la Espriella como presidente eleito da Colômbia, o jornalista colombiano Antonio Morales divulgou uma análise que repercutiu nos círculos políticos do país.

    O autor descreve o novo governo como um marco de “entrega incondicional” da soberania nacional aos Estados Unidos, argumentando que a ultradireita colombiana vai além da obediência tradicional e pretende “fazer um governo gringo diretamente”.

    Morales afirma que Abelardo de la Espriella não será apenas um aliado de Donald Trump, mas um “subordinado” que transformará a Colômbia em um “satélite manipulado” para os interesses norte-americanos.

    A análise aponta que o governo do ultradireitista — apelidado de “El Tigre” — representa um “empurrão globalizado da ultradireita mundial” que quer fazer da Colômbia um “laboratório de poder baseado na entrega total da soberania”.

    A ascensão de De la Espriella se insere em um movimento regional mais amplo. Ele é comparado a outros líderes de direita, como Javier Milei na Argentina, Nayib Bukele em El Salvador e Keiko Fujimori no Peru — todos apoiados por Trump.

    A análise da entrega: campos estratégicos e “obsequência”

    A crítica central de Morales é que o novo governo não se limitará a uma aliança diplomática. Em suas palavras, o que se vê é a “entrega total” de áreas estratégicas como a política minero-energética, o combate ao narcotráfico e a segurança nacional para os EUA.

    Segundo o jornalista, a “obsequência” será tamanha que o ex-presidente Iván Duque será nomeado embaixador, o que é visto como a confirmação de que o país “ficará completamente supeditada aos designíos gringos”.

    “Já o BID deu 60 milhões de dólares a De la Espriella”, afirma o jornalista colombiano, referindo-se ao apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento à transição política.

    A estratégia de resistência da esquerda

    Diante do cenário de submissão internacional descrito por Morales, a esquerda colombiana — liderada por Iván Cepeda e pelo presidente em exercício Gustavo Petro — prepara uma resposta.

    Apesar da derrota nas urnas, onde Cepeda obteve 12,7 milhões de votos (48,70%) contra 12,9 milhões (49,66%) de De la Espriella, a base progressista segue mobilizada.

    Segundo o jornalista, a estratégia será de “desobediência civil” e “beligerância” nas ruas, com foco na proteção das reformas sociais conquistadas nos últimos anos.

    O movimento progressista, que no Congresso conta com 70 parlamentares — sendo a maior bancada, embora sem maioria absoluta — pretende atuar na defesa das conquistas e na oposição às medidas do novo governo.

    “Apesar da derrota, o avanço é grande. Ao lograr 3 milhões de votos a mais que o presidente Petro, o Pacto Histórico consolidou uma força muito importante no Congresso”, analisa Morales.

    O futuro: eleições regionais de 2027 e a ampliação do poder popular

    O foco da oposição, de acordo com a análise, já está voltado para as eleições regionais de outubro de 2027, quando serão escolhidos governadores, prefeitos e vereadores. 

    Iván Cepeda assume o papel de liderança na mobilização popular, ocupando seu “cenário natural”.

    O desafio, segundo Morales, é vencer em regiões do centro do país onde a esquerda não obteve êxito.

    O jornalista afirma que as “tarefas são muitas e de só pensá-lo amaina a dor da derrota de hoje e renasce a esperança do amanhã”.

    A análise do jornalista Antonio Morales circula nas redes sociais e reflete o sentimento de parte da esquerda colombiana: a de que a eleição de Abelardo de la Espriella não representa o fim de um ciclo, mas o início de uma nova fase de luta política, na qual a desobediência civil e a organização popular nas regiões serão as principais ferramentas para conter o avanço do conservadorismo radical e da influência externa.

    O presidente Gustavo Petro, que inicialmente questionou os resultados das eleições, já se comprometeu com a transição política.

    O novo governo de Abelardo de la Espriella assumirá em 7 de agosto de 2026.



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