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    Ameaça de facada a Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora foi identificada por equipe do senador e enfrenta ceticismo nas redes

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    Ameaça a Flávio Bolsonaro

    📷 Na tela, trecho do filme Dark Horse mostra a facada no ex-presidente Jair Bolsonaro, interpretado pelo ator Jim Caviezel |•| Imagem reprodução |•| cenário geral representa o ceticismo de parte do público sobre o episódio ocorrido em 2018 |•| Arte URBS MAGNA

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Juiz de Fora (MG)
    15 de agosto de 2026

    Um morador de Juiz de Fora (MG) foi levado para depor neste sábado (15/ago), suspeito de ameaçar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma publicação nas redes sociais.

    A informação, porém, partiu inteiramente da própria estrutura de segurança e comunicação do senador — o que levanta uma pergunta simples: quem, de fato, revelou essa história ao público?

    O que aconteceu, segundo os registros oficiais

    Na quinta-feira (13/ago), um usuário identificado como Lauro Cesar Costa Junior comentou, em uma publicação sobre a agenda de Flávio Bolsonaro na cidade, a frase “dessa vez deixa cmg” [comigo], acompanhada de emojis de faca — referência direta à facada sofrida pelo pai do senador, Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018, justamente em Juiz de Fora, conforme apuraram fontes de notícias diversas.

    A publicação foi localizada pela Sala de Situação de Inteligência da Polícia do Senado, órgão responsável pela segurança pessoal de Flávio Bolsonaro enquanto parlamentar.

    A partir desse alerta interno, o próprio senador apresentou representação criminal à Polícia Legislativa, que solicitou à Meta os dados cadastrais do autor da publicação — recebidos na sexta-feira (14/ago).

    O papel do Ministério Público e da Justiça

    Com a identificação em mãos, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que solicitou à Justiça estadual um mandado de busca e apreensão.

    A medida foi deferida e cumprida neste sábado por equipe da Polícia do Senado, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.

    O suspeito também foi proibido de se aproximar de Flávio Bolsonaro durante a passagem dele por Juiz de Fora, prevista para a próxima segunda-feira (17/ago), quando o senador participará de uma motociata que sairá do aeroporto da cidade em direção ao local onde Jair Bolsonaro foi esfaqueado em 2018.

    De onde vieram os detalhes sobre o histórico do suspeito

    Um ponto merece atenção editorial: a informação de que o investigado teria registros anteriores de violência doméstica contra ex-companheiras e ameaça de morte a um vizinho não partiu de nota policial oficial, mas de comunicado divulgado pela própria equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro, conforme reproduziu o Correio Braziliense.

    Isso não invalida a existência da ameaça, que foi confirmada por autorização judicial baseada em representação do próprio senador — mas significa que, até o momento, praticamente todos os detalhes conhecidos publicamente sobre o caso, incluindo antecedentes do suspeito, chegaram à imprensa por meio da estrutura do próprio candidato, e não de uma fonte policial independente.

    Essa concentração de informação em uma única fonte — a campanha e a segurança pessoal do senador — não é incomum em casos de ameaça a autoridades, já que é a própria vítima quem aciona as instâncias de investigação.

    Porém, cabe ao leitor observar que a narrativa pública do episódio, tal como circula hoje, ainda não foi confirmada de forma independente pela Polícia Civil de Minas Gerais em nota própria, nem houve indicação, até a publicação desta matéria, de que o suspeito tenha sido preso ou indiciado formalmente.

    Ou seja: a Polícia Civil de Minas Gerais ainda não divulgou nota oficial própria sobre o andamento do caso além da confirmação da diligência.

    Por este motivo, nas redes sociais, perfis expõem ceticismo sobre o caso: “Sinceramente. Nem a cidade mudaram”, disse a dona de uma conta, conforme abaixo.

    “No mínimo o contratado vai se passar por petista”, completa.

    A postagem foi seguida por comentários ácidos (role o texto ou use as setas para ler a íntegra):

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