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    Aliados de Flávio temem que senador perca para o Presidente Lula por larga margem

    — calculando —
    Lula e Flávio Bolsonaro

    📷 O senador Flávio Bolsonaro aprende passos de funk | Ao fundo, Presidente Lula imediatamente após confirmação de sua vitória na eleição de 2022 | • | Arte Urbs Magna

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    15 de julho de 2026

    Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a temer que a abstenção do eleitorado bolsonarista mais radical amplie a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro, justamente no momento em que uma nova pesquisa mostra o petista ampliando a vantagem sobre o senador nos dois turnos.

    A informação foi revelada pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (15/jul).

    Segundo interlocutores próximos ao pré-candidato, a estratégia de apresentar Flávio Bolsonaro como um perfil moderado teria reduzido o entusiasmo da base mais fiel ao bolsonarismo, historicamente ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O temor desse grupo é que, em vez de uma disputa equilibrada, o resultado de outubro se converta em derrota ampla, por causa da baixa participação desses eleitores nas urnas.

    Os números que alimentam o temor

    A preocupação surge em meio à divulgação da pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 10 e 13 de julho com 2.004 entrevistados em 120 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07181/2026.

    No primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto contra 28% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 12 pontos.

    No segundo turno, a vantagem do presidente também cresceu: de 44% a 38% em junho para 45% a 37% agora, ampliando a diferença de 6 para 8 pontos.

    Lula também venceria em simulações contra outros nomes da direita, batendo o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) por 45% a 36%, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) por 45% a 35%, e o pré-candidato do Missão, Renan Santos, por 45% a 33%.

    A crise por trás da queda de Flávio

    O desgaste de Flávio Bolsonaro tem origem em maio, quando vieram à tona áudios ligando o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, episódio que abriu uma sequência de crises na campanha da direita mais radical.

    A isso se somou o conflito público entre o pré-candidato e Michelle Bolsonaro, motivado por um vídeo que, segundo a pesquisa, já é conhecido por metade dos brasileiros — e que, entre a direita não bolsonarista, foi considerado acertado por 35% dos entrevistados, e entre o próprio bolsonarismo, por 20%.

    O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, avalia que esse episódio específico ajuda a explicar a fragilidade atual da candidatura, mas pondera que “nenhum outro nome aparece mais competitivo que Flávio contra Lula”, segundo declaração ao Metrópoles.

    O desgaste também aparece fora do campo eleitoral tradicional: levantamento da DSC Lab mostra que Flávio Bolsonaro encerrou junho com 73,57 pontos no Índice Brasil de Impacto Digital, queda de 4,28 pontos em relação ao mês anterior, enquanto Lula avançou 9,51 pontos no mesmo indicador — o que reduziu a distância entre os dois candidatos no ambiente digital de 32,08 para 18,29 pontos, praticamente pela metade.

    O temor dos aliados de Flávio Bolsonaro revela uma contradição estrutural da candidatura: a mesma moderação de discurso que buscava ampliar o apoio no chamado centro político é apontada, internamente, como o fator que esfria o entusiasmo da base mais fiel ao bolsonarismo.

    O dilema — precisar de moderação para crescer fora da bolha e de radicalização para mobilizar dentro dela — tende a se agravar à medida que a disputa avança e cada aceno para um lado custa apoio no outro.

    FAQ rápido

    Por que os aliados de Flávio Bolsonaro estão preocupados?
    Porque temem que a base bolsonarista mais radical, desmotivada com o perfil moderado da campanha, deixe de comparecer às urnas em outubro, ampliando a vitória de Lula.

    Qual é a vantagem atual de Lula na pesquisa Genial/Quaest?
    12 pontos no primeiro turno (40% a 28%) e 8 pontos no segundo turno (45% a 37%), segundo o levantamento divulgado em 15 de julho.

    O que explica a queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas?
    Uma sequência de crises iniciada em maio, com áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, seguida do conflito público com Michelle Bolsonaro.

    A campanha de Flávio Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente sobre o temor relatado por aliados à coluna de Mônica Bergamo.



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