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Aliados de Bolsonaro esperam que Trump possa proibir Alexandre de Moraes de entrar nos EUA, diz jornalista


    Eduardo Bolsonaro em Mar-a-Lago
    Imagem reprodução / Instagram

    Eduardo Bolsonaro está na casa de Trump, em Mar-a-Lago, no resort de Donald Trump, onde acompanha a apuração das eleições dos EUA, na madrugada desta quarta-feira (6/11)

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    Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esperam que Donald Trump como presidente dos EUA pode proibir o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, de entrar no país, disse a colunista da Folha de S. PauloMônica Bergamo, ao UOL News, nesta terça (5/11). O republicano está praticamente eleito.

    Hoje de manhã eu conversei com uma pessoa muito ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e a expectativa é muito grande pela vitória do Trump. Acreditam que o Trump pode engrossar o caldo da oposição brasileira, endossando ataques ao Supremo Tribunal Federal“, disse Bergamo, ao canal de notícias.

    Eles acreditam até que o Trump possa ajudar a, por exemplo, barrar a entrada do Alexandre de Moraes nos Estados Unidos. Porque o Alexandre de Moraes atentaria contra a democracia no Brasil. Imagina-se que o Trump pode chegar até esse ponto, endossar um tipo de iniciativa dessas“, prosseguiu a jornalista.

    Segundo Bergamo, não é possível ter certeza de que isso irá acontecer, já que o Brasil não foi pauta na campanha presidencial dos Estados Unidos: “Eu acho que certeza de que ele vai fazer isso, ninguém tem. Certeza de que ele vai se importar com a política interna brasileira; certeza de que ele vai dar um apoio muito consistente à oposição brasileira por meio de gestos simbólicos ou até concretos ninguém tem“.

    A expectativa é grande, porque já se sabe que o governo democrata não fará isso de forma alguma, como não fez. Há esperança que o governo Trump possa fazer isso, disse Bergamo.

    O Eduardo Bolsonaro, inclusive, a informação que eu tive, é de que ele está indo para lá, para acompanhar de perto o resultado eleitoral e se engajar na festa, vamos dizer assim, caso o Trump vença as eleições“, disse a jornalista.

    Eu acho que é tudo em cima de uma expectativa, de uma esperança. O Brasil, de fato, não apareceu na campanha dos Estados Unidos, não é um tema prioritário para eles neste momento“, concluiu a colunista da Folha de S. Paulo.

    De fato, o filho do inelegível, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), está na casa de Trump, em Mar-a-Lago, no resort de Donald Trump, onde acompanha a apuração das eleições dos EUA, na madrugada desta quarta-feira (6/11).

    Eduardo publicou uma foto na entrada do local. “Uma honra estar aqui para acompanhar a apuração das eleições mais importantes do mundo livre. Dos EUA, com o coração nos brasileiros que padecem sob o poder da esquerda. EUA e Brasil precisam ser parceiros em defesa da liberdade“, escreveu, em um post no Instagram, conforme mostrou o UOL.

    Ele também publicou um vídeo em que Trump aparece cumprimentando os convidados. “Você acredita nessa vitória? Go Trump“, escreveu. Outros parlamentares brasileiros também viajaram aos EUA para acompanhar a disputa, mostra a publicação. São eles: Bia Kicis (PL-DF), Rodrigo Valadares (União-SE), Mayra Pinheiro (PL-CE) – suplente em exercício na Câmara dos Deputados, Gilson Machado (PL-PE), licenciado, e o senador Carlos Portinho (PL-RJ), todos convidados pelo partido Republicano.

    O deputado federal José Airton Cirilo (PT-CE) informou que foi designado pela Câmara para acompanhar as eleições nos EUA, a convite do partido Democrata, de Kamala Harris.

    O horário de fechamento das eleições varia conforme o estado e segue o fuso horário do leste dos Estados Unidos, com Brasília duas horas à frente. A contagem não é imediata, e normalmente uma projeção do vencedor é anunciada na noite da eleição, mas a votação do Colégio Eleitoral ocorre em dezembro.

    Nos EUA, o presidente não é eleito diretamente, exemplificado em 2016, quando Donald Trump teve menos votos, mas venceu com 306 delegados, e isso já ocorreu em eleições anteriores.

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